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1 de out. de 2011

Hino do município de Ipaba

 Hino do município de Ipaba
Letra por Aparecida Alves de Almeida
Melodia por Aparecida Alves de Almeida
 
I
Às margens do Rio Doce
Nasceu uma linda cidade
Na língua Tupi-Guarani
Ipaba: lugar de muita água.
Seus lagos cheios de beleza
Orgulho de quem vive nesse torrão
O seu solo é muito fértil
Mui propício à plantação.

Pedaço de Minas Gerais
E do Brasil Cor de anil
Cidade do Vale do Aço
Hospitaleira e Juvenil.

II
Pioneiros que aqui chegaram
A semente à terra lançaram
Orgulhosos e confiantes
Seus germinar esperaram.
Depois de uma longa espera
O sonho se realizou
O fruto do árduo trabalho
Ipaba emancipou.

Pedaço de Minas Gerais
E do Brasil Cor de anil
Cidade do Vale do Aço
Hospitaleira e Juvenil.

III
Juventude altiva e ordeira
Buscando sua vocação
Preocupa-se com o futuro
Da nossa querida nação.
Progresso é o lema
Desta destemida cidade
Sempre avante com seus filhos
Que são cheios de humildade.

Pedaço de Minas Gerais
E do Brasil Cor de anil
Cidade do Vale do Aço
Hospitaleira e Juvenil.(5x)
Pedaço das Minas Gerais...

3 de set. de 2011

Festa de Nossa Senhora da Penha - Ipaba(MG)


No dia 1º de setembro a Paróquia Nossa Senhora da Penha, Ipaba-MG, comemorou o dia da padroeira, em clima de oração e muita festa.
 
A festa teve início no dia 24/08 e se encerrará no dia 03/09. Estiveram presentes vários padres e no dia 1º setembro contamos com a presença amiga de Dom Emanuel Messias de Oliveira que veio abrilhantar esse dia. Houve uma belíssima procissão saindo da nova sede da creche em direção à Matriz Nossa Senhora da Penha com a presença das  comunidades da paróquia. Animaram a procissão o Padre Brás da cidade de Espera Feliz e o jovem Jonas Miranda.
 
Ao chegar à Matriz,  Dom Emanuel foi acolhido com o canto preparado pelos adolescentes,  e em seguida ele presidiu a Celebração Eucaristica, na qual nos convidou a olhar para Maria como a mulher que ouviu a palavra e a colocou em prática. Iniciando também o mês da Bíblia, incentivou-nos a ler a palavra, meditá-la, contemplá-la e vivenciá-la.
 
No final houve uma homenagem a Nossa Senhora da Penha. Também o prefeito do município entregou ao Bispo uma placa e agradeceu-o pela presença  dizendo-lhe que ele veio trazer a paz.
 
Dom Emanuel incentivou-nos a continuar a festa. Tivemos o grande show com o Grupo Ir ao Povo, que foi um momento de muita animação. Percebia-se no rosto das pessoas a alegria provocada pela festa da Padroeira e pela presença carismática e acolhedora de Dom Emanuel.

10 de ago. de 2011

Comissário mantém blog para orientar a população

IPABA/IPATINGA - A fim de ampliar os canais de comunicação com a população, o Comissariado da Infância e da Juventude da comarca de Ipatinga mantém, há seis meses, um endereço na internet. O blog, intitulado VEMSER, contém informações relacionadas ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), textos sobre o trabalho desenvolvido pelos comissários, reflexões e orientações aos pais sobre como educar seus filhos. Através dele, a população pode ainda fazer denúncias anônimas contra atos que violem o ECA, encaminhar perguntas e sugerir temas. 
O endereço é o vemser.blogspot.com.

O idealizador do projeto é o comissário Mário Ferreira Duarte, que há sete anos atua como voluntário na comarca e é agente penitenciário na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho (PDMC), em Ipaba. Conforme o comissário, o site já apresenta no nome – VEMSER – duas de suas propostas: convidar os internautas à mudança e à superação dos desafios.
Além de contribuir para a formação dos internautas, sejam eles crianças, adolescentes, adultos ou idosos, o blog busca ainda estreitar os laços entre o Comissariado e a população. “Muitas pessoas, até mesmo dentro dos próprios fóruns, desconhecem o trabalho dos comissários. O que desejamos é mostrar o que fazemos e difundir informações de relevância para a população”, resume o Mário.
O site já possui entre seus seguidores internautas de outros estados.

Funções
O Comissariado da Infância e Juventude é um serviço essencial de assessoramento à Justiça da Infância e da Juventude, cabendo-lhe a fiscalização das normas de prevenção e proteção às crianças e adolescentes. Ele é composto por comissários efetivos e voluntários.
Entre os trabalhos desenvolvidos na comarca de Ipatinga, estão: sindicância (rondas diurnas e noturnas de fiscalização em bares, boates, shows, hotéis, motéis, estádios de futebol etc), palestras educativas em escolas e emissão de autorização para viagem de crianças e adolescentes. Este último trabalho é feito no Fórum e também no Terminal Rodoviário de Ipatinga.

Atualmente, a comarca de Ipatinga conta com sete comissários efetivos e 18 voluntários, totalizando 25 comissários. O coordenador dos comissários é o servidor Geraldo Pizani Corsini. Já o juiz responsável é o titular da Vara da Infância e da Juventude, José Clemente Piedade de Almeida. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone:   (31)3828-6577
Fonte: JVA  ONLINE

30 de jul. de 2011

Detento de Ipaba edita jornal sobre inclusão social


Experiência foi relatada na Rádio Justiça, de Brasília, nesta sexta-feira (29)
Diretor do presídio
Conhecida nacionalmente por suas iniciativas voltadas à recuperação dos detentos, a Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho (PDPC), situada no município de Ipaba, foi um dos destaques da programação da Rádio Justiça, na manhã desta sexta-feira (29).
A emissora, administrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e com sede em Brasília, veiculou entrevista com o diretor do presídio, tenente Adão dos Anjos, sobre o mais novo projeto da instituição: o jornal “Inclusão”, editado pelo detento Juarez da Silva Goulart. A entrevista foi veiculada no programa “CNJ no ar”, produzido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Formado em Geologia e com passagens pela França e Estados Unidos, o detento Juarez Goulart cumpre atualmente pena no regime fechado e trabalha na biblioteca da penitenciária. Conforme Adão, a idéia de se criar um periódico no presídio surgiu de uma conversa com o detento.
“Eu contei para ele que, na época em que estudei em colégio de padre, produzíamos um jornalzinho. Então ele sugeriu que fizéssemos um jornal da penitenciária, a fim de noticiar para a sociedade o que é feito aqui e o processo de recuperação dos presos”, contou o tenente.
A idéia foi logo acatada e, em maio deste ano, saía a primeira edição do “Inclusão”, patrocinada por um preso que, no regime aberto, é pastor de uma igreja evangélica na região. Já a segunda e a terceira edições foram patrocinadas pela indústria Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra). A terceira edição do jornal está prevista para começar a circular em setembro.
Produção
Os textos do periódico são produzidos por funcionários dos vários setores da unidade, como psicólogos, assistentes sociais, médicos, dentistas, e por alunos das oficinas desenvolvidas na penitenciária. Em seguida, eles são repassados para Juarez, que realiza a edição.
As fotos são tiradas por um agente penitenciário. Com 16 páginas, a terceira edição do jornal traz também um artigo do diretor Adão dos Anjos, intitulado “Caminhos da Ressocialização”. Os leitores encontram ainda, na publicação, anúncios de produtos fabricados dentro da penitenciária. “Fabricamos hoje queijo, pão, móveis, roupas, peças de automóveis, além de vários outros produtos”, conta Adão.
Reeducação 
Há 10 anos, a PDMC desenvolve com os presos um trabalho de reeducação e ressocialização, com foco no trabalho, educação, religião e formação de valores. Atualmente, segundo o diretor da unidade, 32 oficinas são desenvolvidas junto aos detentos. “Educar e profissionalizar a massa carcerária brasileira são medidas elementares de prevenção ao crime e à violência”, destaca o tenente.
Titular da Vara de Execuções e Precatórias Criminais da comarca de Ipatinga, que abrange também o município de Ipaba, a juíza Marli Maria Braga Andrade acompanha há cinco anos os projetos realizados na unidade. Para ela, o periódico desenvolvido pelos detentos representa “mais um avanço no trabalho de ressocialização que é desenvolvido na penitenciária”.

Fotos: Thaís Dutra
A quarta edição do jornal “Inclusão” deve ser publicada em novembro e ainda não possui patrocinador. A última edição do ano conterá um resumo dos trabalhos realizados na unidade em 2011, além de mensagens de fim de ano, produzidas pelos presos. 

FONTE: PLOX

20 de mai. de 2011

Detentos revelam seu talento musical no IV Festipen

BELO HORIZONTE - A quarta edição do Festival de Música do Sistema Penitenciário (IV Festipen), que foi realizado na tarde desta sexta-feira (20), no auditório da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), levou ao público o talento de 14 presos mineiros. O Festipen é uma iniciativa criada para promover a ressocialização dos detentos por meio da música. O primeiro lugar ficou com Moisés Araújo Cristino, que cumpre pena na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho (Ipaba). Ele apresentou a canção “Voa passarinho”.
A coordenadora do evento, Ana Paula Bertolini Costa, abriu o festival fazendo uma homenagem a Estadeu Costa, seu pai, que foi o idealizador do projeto e que faleceu há um ano. Ela destacou que 2 mil cópias do CD “Vozes das Celas IV” foram produzidas nesta edição do festival para serem distribuídas gratuitamente. A apresentação das canções compostas e interpretadas pelos finalistas do Festipen teve início em seguida.
Vencedores
Uma comissão julgadora composta por três músicos avaliou cada apresentação, escolhendo os três vencedores. A vitória de Moisés Araújo Cristino, com a canção “Voa passarinho”, teve como principal concorrente a “Só Falta Você”, de Priscila de Souza Rocha, interpretada por Glayston da Silva Rodrigues, interno do Presídio de Cataguazes. Eles conquistaram o segundo lugar. Já a música “A Libertação”, de autoria de Leonardo de Amorim Andrade, da Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Júnior (Muriaé), ficou com o terceiro lugar.
Cada participante recebeu um kit com 50 CDs “Vozes das Celas IV”, com suas gravações, para serem distribuídos entre amigos e familiares. Ao final das apresentações, detentos de várias unidades prisionais apresentaram uma peça teatral em homenagem a Estadeu Costa, contando a sua história. O preso Claiton Schmidt explicou que a inspiração para sua canção “O Sonho não Acabou” veio exatamente das dificuldades que ele já passou na vida e revela sua perspectiva de viver uma vida melhor.
Talentos
O superintendente de Atendimento ao Preso, Guilherme Augusto de Faria Soares, classificou o Festipen como uma iniciativa fundamental no sentido de mostrar à população que os presos são indivíduos capazes de desenvolver seus talentos artísticos e sair da atividade criminosa. “Somente nesta edição foram cerca de 500 candidatos inscritos”, conta.
Para o secretário de Estado de Defesa Social, Lafayette Andrada, é de extrema importância humanizar o sistema prisional. Ele reforçou a homenagem ao idealizador do festival. “Os homens passam, mas as suas obras permanecem e eles nelas. Os participantes devem utilizar este talento musical como forma de reflexão sobre o que estão vivendo hoje e o que poderão viver amanhã, construindo um futuro melhor”.

16 de nov. de 2010

Jovens de Ipaba tem a alegria de sediar o DNJ

Ipaba - Mais de 600 jovens das paróquias da forania de Inhapim participaram do Dia Nacional da Juventude, no último domingo, 14 de novembro, em Ipaba. Desde a entrada da cidade, já se podia ver estampada no rosto dos jovens de Ipaba a alegria de sediar o DNJ, através de uma acolhida bem animada. A juventude cantava alegremente, recebendo os visitantes.

No ano em que o DNJ comemora seus 25 anos, foi preparada em todo país uma grande festa. Começando pela escolha do tema que foi Celebrando a memória e transformando a história e do lema: Juventude, muita reza, muita luta, muita festa – Em marcha contra a violência.
A organização do evento contemplou a história dos 25 anos de caminhada. Não só os 25 cartazes foram expostos, mas também os temas de todos os anos foram relembrados com apresentações artísticas, preparadas pelas paróquias.
Três curtas palestras sintetizaram a ideia do ano jubilar. O seminarista Willis Gama falou de Muita Reza. Disse que é preciso pensar esse horizonte da oração como relação com Deus. “Qual tem sido minha relação com Deus e o que tem gerado na nossa relação com o irmão?”, questionou.
Ana Adriana, de Ipanema, militante da PJ desde sua origem na diocese de Caratinga, falou de Muita Luta, relembrando as lutas juvenis em todo o mundo, desde os anos 1920. Fez memória de 1985, ano em que se celebrou o primeiro DNJ no Brasil, e decretado pela ONU, Ano Internacional da Juventude.
A religiosa Rosângela, Irmã de Jesus na Eucaristia, abordou o último tema, relembrando as alegrias da juventude sem deixar de tocar o comprometimento requerido em relação ao reino de Deus.
Muita animação marcou o dia. A banda ATOS, de Caratinga comandou a animação, com músicas dançantes e reflexivas. Na parte da tarde, a “dança da amizade” envolveu toda a juventude presente, havendo logo após algumas dinâmicas de entrosamento, coordenadas pelos seminaristas de Caratinga.
Contudo, a maior expressão pública do DNJ foi a caminhada contra o extermínio da juventude, na qual os jovens, em marcha, percorreram as principais ruas da cidade dando o grito marcante nestes anos de campanha: chega de violência e extermínio de jovens!

Um caixão simbólico e várias cruzes foram levados pelos jovens, representando o protesto que faziam diante da dura realidade do jovem brasileiro. Ao longo da caminhada, duas paradas simbolizaram paradoxalmente a problemática do jovem contemporâneo. Enquanto numa houve uma simulação de assassinato violento, noutra a iniciativa dos capoeiristas mostrou a arte que pode envolver os jovens.
Ao fim da caminhada, a santa missa presidida pelo padre Eldécio Luís, vigário de Inhapim, encerrou o DNJ. Concelebraram os padres João Batista, de Vargem Alegre, Antônio José, de Imbé de Minas, além de padre José do Carmo Vieira, pároco de Ipaba. Este, no final, valorizou emocionado a iniciativa do DNJ. “Hoje se reafirmou o compromisso da juventude, que quer se comprometer com a construção de uma sociedade melhor”, afirmou.

O coordenador diocesano da Pastoral da Juventude, Jonas Miranda, disse que o DNJ foi um momento maravilhoso, no qual se pode ver a força da juventude, uma juventude alegre, juventude que luta, que reza, que faz festa. “Durante um dia pode se contemplar essas três características da juventude católica, pois somos uma juventude que não só quer saber de oba-oba, mas sim uma juventude que quer uma vida melhor, que quer viver com dignidade e que está realmente engajada na luta por justiça”, afirmou. Disse ainda que o momento estará sempre marcado no coração daquela juventude. “É por isso que agradecemos à todos pela ajuda na realização deste evento, aos padres, seminaristas, irmãs, a cada jovem que de uma forma ou de outra contribuiu para que este dia maravilhoso acontecesse e que vai ficar marcado na história da juventude da Diocese de Caratinga e da forania de Inhapim”, completou.

6 de out. de 2010

Arte Clássica nas escolas encerra atividades em Ipaba

Divulgação
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A orquestra apresenta um repertório erudito nas escolas de maneira didática

IPABA – Depois de passar por várias escolas da região, o projeto Arte Clássica nas Escolas finaliza mais uma temporada, nesta sexta-feira. A apresentação de despedida será na Escola Estadual Gerson Gomes de Almeida, em Ipaba.
As apresentações musicais foram realizadas nas escolas estaduais das seguintes cidades: Dionísio, Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo, Ipaba e Iapu entre os meses de setembro e outubro.
O projeto consiste em leva a música clássica para o ambiente estudantil, despertando nas crianças o gosto pela música erudita. Uma iniciativa da pianista Júnia Santiago em parceria com o grupo musical Arte Clássica, foram realizadas apresentações musicais de caráter didático com uma Orquestra de Câmara Jovem.
A orquestra, patrocinada pela Usiminas, possui instrumentos como violinos, viola, violoncelo, contra-baixo acústico, flauta transversal, trompete e teclado.

“Através desse contato revestido de descobertas e didatismo, eles tiveram a oportunidade de conhecer obras bem elaboradas, de compositores como Mozart, Beethoven, Vivaldi e Bach. Foi uma oportunidade do conhecimento formal, dentro do informal”, declarou Júnia Santiago.

14 de ago. de 2010

Presos da PDMC fabricarão cadeiras de rodas

IPABA – Atendendo pedido da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), detentos recolhidos na penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba, passarão a fabricar cadeiras de rodas nas próximas semanas. Inicialmente foram feitas 30 encomendas para uma entidade de Belo Horizonte. “O nosso superintendente da Subsecretaria de Administração Prisional me solicitou e perguntou se nós éramos capazes de fabricar cadeiras de rodas para paraplégicos. Antes de conversar com os presos da serralheria e da tornearia, eu falei que nós éramos capazes sim e que íamos fazer com muita qualidade”, comentou o chefe da unidade, tenente Adão dos Anjos, comemorando o novo desafio.

Adão dos Anjos reiterou a certeza de que o trabalho dos detentos será bem feito. “Não vamos ficar devendo nada a grandes empresas. É uma pretensão, mas também uma realidade. Temos uma encomenda de 30 cadeiras de rodas. Mandei o orçamento da matéria prima para o superintendente e ficou em R$ 18.700. Então vai ficar uma média de R$ 600 por cadeira, quando no mercado o preço delas varia de R$ 390 a R$ 1200. Então nós vamos fazer uma coisa de qualidade por R$ 600 e provar que você pode transformar uma cadeia num local de punição sim, mas também fazer com que o preso cumpra a sua pena com dignidade, e é aí que o cara sai melhor do que quando entrou. Eu acho que é nisso que a sociedade leva vantagem”, pontuou o chefe da Dênio Moreira.
Adão dos Anjos lembrou ainda que há sempre desconfiança quando se fala em mão-de-obra de detentos. “Fica aquela interrogação: será que não vão sair cadeiras sabotadas? Quando se fala que o preso vai fabricar um pão, ainda tem gente que comenta: ‘Eu não como desse pão. Tem veneno’. São aquelas coisas que ainda existem na cabeça de alguns, até de pessoas boas que ainda não comem uma alface plantada pelo preso porque ela pode estar sabotada. Não é bem assim. São nove anos que a gente faz esse trabalho, mais 21 que a gente fez quando era policial, e nós nunca tivemos problemas de sabotagem, de retroação de preso”, revelou.

Venda de cadeiras de rodas
O chefe da penitenciária de Ipaba afirmou que a expectativa é que a fabricação das cadeiras de rodas possa também atender a empresas privadas, enfatizando que o preso que trabalha só tem a ganhar. “Vamos fabricar 30 cadeiras e quem sabe nós não passamos a fazer cadeiras em definitivo para essa entidade de Belo Horizonte. Nunca esquecendo que a Lei dá o benefício da remissão de pena. Os benefícios que os detentos recebem, depois do cumprimento de parte da pena, é que a cada três dias de trabalho, diminui um na pena. A cada três dias de aula, também diminui um dia na pena. Presos que trabalham também recebem um salário de três quartos do salário mínimo”, explicou, lembrando que o detento que passa a trabalhar ou estudar é avaliado por uma Comissão Técnica de Classificação (CTC).

Oficinas
Adão dos Anjos lembrou que muitas das unidades prisionais de Minas Gerais foram construídas de forma a facilitar o trabalho dos detentos. “As unidades penais mais antigas já foram construídas com oficinas, como em Teófilo Otoni, Governador Valadares, Ipaba e Unaí. O Estado já montou essas cadeias com oficinas e maquinários de última geração na época, há mais de 25 anos. Quando eu assumi, tanto Valadares quanto Ipaba, esses maquinários estavam enferrujados, nunca haviam sido usados. Pensei: se nós temos as oficinas, porque não usar a mão-de-obra do preso, já que ele é criativo, se ele sabe furar buraco para fugir, fazer túnel. Em Ipaba nós temos a marcenaria, a serralheria, a lavanderia e a tornearia mecânica”, complementou.

26 de jun. de 2009

Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho Modelo Naciona

Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho comemora a marca de mais de 88% da população carcerária trabalhando ou estudando

IPABA - Considerada modelo em todo o Brasil, a Penitenciária Dênio Moreira Carvalho, localizada em Ipaba, Leste de Minas Gerais, comemora a marca de mais de 88% da população carcerária trabalhando ou estudando. A meta é chegar a 100% dos presos com algum ofício até o final de 2008. Um detento estuda Farmácia numa universidade de um município vizinho. Nas oficinas da unidade, os presos produzem peças automobilísticas até para grandes montadoras, em função da qualidade dos produtos lá fabricados. Os presos em Ipaba também trabalham em fazendas da região, confecções, e produzem artesanato em troca de salário e remissão da pena.

A penitenciária foi apontada como uma das 10 melhores unidades prisionais do país pelo relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Carcerária, deputado Domingos Dutra (PT/MA), na última terça-feira, 24, na Câmara dos Deputados. A melhor unidade selecionada no documento é a Apac de Belo Horizonte.

Com capacidade para 348 detentos, a Penitenciária de Ipaba mantém, atualmente, 339 presos nos regimes aberto, semi-aberto e fechado, e desenvolve uma extensa frente de trabalho, com parceiros importantes da região. Em média, 86,2% dos presos trabalham nas áreas da marcenaria, tornearia mecânica, padaria, lavanderia industrial, fabricação de uniformes, serralheria, criação de gado, porcos e galinhas, fábrica de tijolos ecológicos e reciclagem do lixo, entre outras. E 45,9% estão concluindo os estudos, matriculados no ensino fundamental ou médio. Um dos presos, Roney de Oliveira Bramusse, está cursando Farmácia na Unipac de Ipatinga. Além disso, a penitenciária presta atendimento jurídico, psicológico, social, médico, assistência religiosa e faz acompanhamento das famílias dos presos residentes em Ipaba. Há seis anos sem rebeliões, motins ou fuga, a Penitenciaria Dênio Moreira Carvalho, localizada em Ipaba, no Vale do Aço, tem vários motivos para ser considerada como um modelo nacional no processo de ressocialização de presos.

Respeito e ética

Segundo o diretor da penitenciária, Adão dos Anjos – um ex-seminarista formado em Direito e em Contabilidade e que trabalhou como policial militar durante 42 anos –, o sucesso da unidade é resultado do cumprimento fiel da Lei de Execuções Penais, que garante aos presos o direito ao trabalho, educação, religião e respeito, independente da gravidade do crime. “A Dênio Carvalho se compromete com a ressocialização dos detentos e mantém o respeito e a ética acima de tudo. A ressocialização tem jeito? Tem jeito sim. E nós estamos fazendo isso aqui.”, afirma o diretor da unidade.

O objetivo da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) de Minas Gerais é expandir os bons resultados da Dênio Moreira Carvalho para todas as unidades prisionais do Estado. Atualmente, o sistema prisional em Minas Gerais é composto por 66 unidades. O Governo de Minas, por meio da Seds, está assumindo a gestão das carceragens da Polícia Civil, permitindo a liberação dos policiais civis e militares para o cumprimento de suas funções constitucionais de investigação e policiamento ostensivo. A transferência da administração das carceragens da Polícia Civil para a Seds também permite a implantação do programa de ressocialização dos presos, principalmente com a oferta de estudo e trabalho.

Atualmente, cerca de 5.300 presos estudam e 4.800 trabalham. Os presos recebem ainda assistência jurídica, psicológica e de saúde. A administração prisional da Seds também tem conseguido bons resultados na gestão penitenciária em relação às fugas e rebeliões. O número de fugas caiu de 36 em 2005 para 21 em 2006, e 14 em 2007. Já as rebeliões foram uma em 2006 e uma em 2007.

Histórias exemplares

Duas histórias de detentos se destacam como exemplos de superação e provam que é possível resgatar a cidadania dentro de uma unidade prisional. Geasi da Silva, preso por homicídio, tráfico e uso de drogas em Belo Horizonte, deixou a vida criminosa para trás. Hoje é trabalhador e cantor gospel. Já gravou três CDs que, juntos, venderam mais de 3.000 cópias, e é solicitado com freqüência pelas igrejas evangélicas da região para fazer apresentações musicais e testemunhar sua recuperação.

Rogério José Amaral dos Santos, o “Rogerão”, foi preso por tráfico de drogas. Hoje, trabalha na penitenciária fabricando sofás, roupas íntimas e bordados. A produção de peças íntimas foi uma sugestão dele. Segundo Rogerão, a mãe dele foi costureira a vida toda e por isso conseguiu ver nas sobras dos tecidos utilizados na produção de tapetes a possibilidade de fazer as peças íntimas. No início as peças eram vendidas aos funcionários e mulheres dos presos, que, agora, levam as peças para vender fora da penitenciária. Ele também ensina os outros presos a fabricar e restaurar sofás.

Rogerão afirma hoje que a vida lhe ensinou que o crime não compensa. “Descobri o meu valor através da dor e do trabalho e agora sei que tenho capacidade de ganhar dinheiro com coisas feitas pelas minhas próprias mãos, da mesma forma de quando estava no tráfico. Ao invés de construir presídios é necessário construir homens novamente. E isso será feito através do trabalho”, diz. Rogerão conta que montou uma confecção que fabrica bermudas, tapetes e roupas íntimas, empreendimento que é administrado por sua mãe. Após sair da cadeia, pretende investir no negócio e repassar aos filhos os ofícios aprendidos no período que esteve preso.

Fonte: Jornal Vale do Aço

Voz do Povo

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