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5 de ago. de 2011

12ª Cia MAT – Combate a caça e captura de animais



Na quarta-feira, 03ago11,  militares  pertencentes ao 2º Pelotão de Polícia Ambiental da cidade de Cel Fabriciano, realizaram patrulhamento de combate a caça e captura de animais silvestres,  Zona Rural de Ipaba/MG.

Durante patrulhamento no Córrego Água Limpa, os policiais, após receberem uma denuncia, que nas proximidades do Campo Água Limpa existe uma lagoa com vasta vegetação típica de brejo e alagado, bem como diversos pés de bambu, vegetação propicia para alimentação e existência de mamíferos roedores como o animal silvestre capivara.

Após vistoria ao redor da referida lagoa, os militares depararam com uma armadilha de “laço” (um cabo de aço amarrado a uma arvore as margens da lagoa) em uma passagem utilizada pelo mamífero no meio da vegetação, sendo esta passagem utilizada para ir ate a água, tal armadilha é utilizada para capturar o animal.

No local também foi encontrado dentro da referida lagoa uma rede de emalhar/espera fixa de 10 metros, armada. No momento em que recolhíamos a rede de emalhar, encontramos próximo ao laço entre a folhagem, 01 GARRUCHA DE 02 CANOS (ARMA DE FOGO), CAL. 32 OU 6,35 SEM NUMERO DE IDENTIFICAÇÃO OU MARCA.

A equipe realizou  intenso rastreamento mas não logrou êxito em localizar o autor da arma nem da armadilha. Os materiais em epigrafe foram apreendidos e encaminhamos a DEPOL.

Dando continuidade ao patrulhamento, os militares receberam nova  denuncia referente caça predatória, nas proximidades do campo Água Limpa em Ipaba. Após levantamentos a respeito de possíveis caçadores, a equipe  deslocou até a residência do Senhor José Teixeira Viana, que diante de testemunhas, franqueou a entrada dos militares nas dependências de sua residência.

Ao proceder busca no interior do quarto de seu filho o Sr. Donaldo, filho do Sr José, os policiais encontraram entre o guarda roupa e a parede do quarto, 01 ESPINGARDA POLVEIRA (ARMA DE FOGO DE FABRICAÇÃO ARTESANAL) SEM NUMERO DE IDENTIFICAÇÃO OU MARCA, E MAIS 03 RECIPIENTES CONTENDO POLVORA, CHUMBO E ESPOLETA, segundo José, a arma é um presente dado pelo seu pai ao seu filho a mais de 25 anos, e que pensava que a mesma não mais existia nem estaria ali, tanto que nos franqueou a entrada pois não via seu filho portando ou manuseando tal armamento.

Diante dos fatos relatados, a equipe apreendeu os materiais em epigrafe e encaminharam a DEPOL, e o autor Donaldo, não foi conduzido a DEPOL, em razão de não estar em casa no momento da abordagem, nem ser localizado na lavoura em que trabalha.


JVA Online

7 de jun. de 2011

Pesquisadores registram novas espécies na Fazenda Macedônia/Ipaba

por Diário Popular
07/06/2011 00:00
onca
O objetivo do trabalho é o de inventariar e avaliar a composição de mamíferos de médio e grande porte
FABRICIANO - O curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste-MG), em parceria com a empresa Cenibra, desenvolve pesquisas na Fazenda Macedônia, localizada no município de Ipaba. Reconhecida pelo Ibama, em 1994, como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), a Fazenda é situada à margem direita do Rio Doce e é um dos principais remanescentes de Mata Atlântica no Estado de Minas Gerais.
Os trabalhos desenvolvidos por pesquisadores do Centro Universitário têm como objetivo conhecer a diversidade de mamíferos, moluscos, insetos e plantas da Reserva. Os participantes do projeto são professores envolvidos em um grupo de pesquisa intitulado Ecologia de Comunidades.
A comunidade acadêmica e a coordenadora do curso, Isabela Crespo Caldeira, comemoram os resultados das pesquisas. Isabela ressalta que, até o momento, já foram documentados quatro novos registros de espécies nativas de moluscos, que são considerados bioindicadores do meio ambiente.
Do mesmo modo, a pesquisa direcionada ao levantamento de musgos possibilitou a identificação da presença de espécies ainda não registradas naquela região. Isabela explica que os pesquisadores verificaram a ocorrência destas plantas em variados substratos, tais como sobre folhas, troncos, pedras e solos. "Os musgos também são considerados bioindicadores da qualidade do ar. Algumas espécies têm o desenvolvimento restrito a um tipo de pH e a sua presença pode ser utilizada como indicadora do pH do solo. Além disso, retêm umidade, auxiliando na prevenção da erosão do solo", afirma Isabela.
Já no que se refere a mamíferos silvestres, o objetivo do trabalho é o de inventariar e avaliar a composição de mamíferos de médio e grande porte, e analisar a relação existente entre esse grupo e os diversos habitats na Fazenda Macedônia. Para alcançar tal finalidade foram utilizadas armadilhas fotográficas programadas e a identificação de pegadas deixadas pelos animais no solo. Dessa forma foram obtidos registros de oito espécies, entre elas o veado mateiro, capivara, paca, quati, mão-pelada e onça parda.

Voz do Povo

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