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15 de mar. de 2012
Presos que cumpriam pena em Ipaba-MG e estavam em liberdade condicional cometem delitos
Na tarde da terça-feira, 13, por volta das 17h20, dois homens, armados com um revólver, invadiram uma joalheria no centro da cidade de Rio Casca, renderam o proprietário e roubaram aproximadamente R$ 60 mil em joias. A vítima contou que foi amarrada e amordaçada pelos marginais, mas conseguiu soltar-se e acionar a Polícia Militar.
Atalhos
Geral,
PDMC,
Penitenciária DMC,
Polícia
21 de set. de 2011
Diplomas, informática, exposição e incêndio em cela
Adão
dos Anjos reclamou que pequenos problemas muitas vezes têm ganhado
maior destaque que as inúmeras conquistas da Denio Moreira
IPABA – A última semana tem
sido de grande movimentação na penitenciária Denio Moreira de Carvalho,
em Ipaba. A direção da unidade prisional realizou a inauguração de uma
sala de informática na última sexta-feira (16), dois presos estão
expondo suas obras na Estação Memória, em Ipatinga, e outros detentos
preparam um material para também ficar exposto no Shopping do Vale a
partir do próximo sábado (24). Um pequeno incidente por muito pouco não
interrompeu o fluxo normal das atividades na carceragem: um interno com
problemas mentais colocou fogo em uma cela, mas ninguém ficou ferido.
O tenente Adão dos Anjos, chefe da penitenciária, reclamou que pequenos problemas muitas vezes têm ganhado maior destaque em meio à sociedade que as inúmeras conquistas da Denio Moreira, que é considerada modelo nacional de carceragem. “A sociedade não se preocupa e não acredita nas coisas boas que acontecem dentro de um presídio. Surgem boatos depreciativos e, ao que parece, muitos torcem para que as coisas terminem em uma rebelião ou motim. As pessoas querem o pior, né? Quando a gente está há 10 anos e meio mostrando o melhor não há muito interesse da sociedade”, desabafou Adão, que emendou entrevista na tarde desta terça-feira (20): “Quem conhece o nosso trabalho sabe que não maquiamos nada. Se estourar uma rebelião daqui a meia hora eu sou o primeiro a ligar para a imprensa”.
O tenente falou que tem enfrentado o “pouco caso” da sociedade com tranqüilidade. “Na sexta-feira passada nós fizemos na penitenciária a inauguração do nosso laboratório de informática. Convidamos várias autoridades, mas quase ninguém veio. Foi uma coisa muito bonita, pois agora nós temos uma escola toda informatizada. Nesta segunda-feira (dia 19) nós estivemos lá na Estação Memória, onde até o dia 30 haverá a exposição de quadros de dois artistas nossos. Outra vez convidamos várias autoridades, mas ninguém apareceu lá. Não dá ibope, né?”, discorreu Adão. Ele ainda concluiu: “Mas pelo menos fica o convite para a população ir lá ver. Mesmo preso, o ser humano é capaz de coisas boas. A mesma mão que comete um crime, a mesma cabeça que idealiza um crime, se ela for bem direcionada, se for apoiada pela família, pelos religiosos e sociedade, propicia aos presos a condição de mostrar o lado bom deles. E eles fazem coisas maravilhosas”. Conforme Adão dos Anjos, algumas das peças produzidas pelos detentos vão participar de concursos em níveis nacional e internacional. “Teremos ainda nesse próximo sábado (dia 24), em uma exposição que vai ter lá no shopping, um ‘stand’ nosso também. Se quiserem ver o que é produzido pelos presos é só ir lá”, revelou Adão.
Formandos
“Nós também estamos encerrando na Denio Moreira a entrega de certificados para 22 de presos que terminaram o curso de marcenaria. Ano passado nós tivemos 19 cursos aqui, qualificando os presos para o trabalho. Muitos saem melhor que quando aqui entraram e conseguem trabalhar lá fora. 40% dos detentos que passam por Ipaba e quiseram trabalhar não retornaram ao crime. A nossa proposta é que se a gente conseguisse reeducar um, já estávamos fazendo muito”, avaliou o tenente, que ainda falou do preso responsável pelo pequeno incêndio: “Ele nem vai responder pelo ato que fez, pois tem problemas psiquiátricos. Há 90 dias ele veio de um hospital em Barbacena: a gente o mandou para lá para fazer um tratamento e achávamos que ele havia recuperado”.
O tenente Adão dos Anjos, chefe da penitenciária, reclamou que pequenos problemas muitas vezes têm ganhado maior destaque em meio à sociedade que as inúmeras conquistas da Denio Moreira, que é considerada modelo nacional de carceragem. “A sociedade não se preocupa e não acredita nas coisas boas que acontecem dentro de um presídio. Surgem boatos depreciativos e, ao que parece, muitos torcem para que as coisas terminem em uma rebelião ou motim. As pessoas querem o pior, né? Quando a gente está há 10 anos e meio mostrando o melhor não há muito interesse da sociedade”, desabafou Adão, que emendou entrevista na tarde desta terça-feira (20): “Quem conhece o nosso trabalho sabe que não maquiamos nada. Se estourar uma rebelião daqui a meia hora eu sou o primeiro a ligar para a imprensa”.
O tenente falou que tem enfrentado o “pouco caso” da sociedade com tranqüilidade. “Na sexta-feira passada nós fizemos na penitenciária a inauguração do nosso laboratório de informática. Convidamos várias autoridades, mas quase ninguém veio. Foi uma coisa muito bonita, pois agora nós temos uma escola toda informatizada. Nesta segunda-feira (dia 19) nós estivemos lá na Estação Memória, onde até o dia 30 haverá a exposição de quadros de dois artistas nossos. Outra vez convidamos várias autoridades, mas ninguém apareceu lá. Não dá ibope, né?”, discorreu Adão. Ele ainda concluiu: “Mas pelo menos fica o convite para a população ir lá ver. Mesmo preso, o ser humano é capaz de coisas boas. A mesma mão que comete um crime, a mesma cabeça que idealiza um crime, se ela for bem direcionada, se for apoiada pela família, pelos religiosos e sociedade, propicia aos presos a condição de mostrar o lado bom deles. E eles fazem coisas maravilhosas”. Conforme Adão dos Anjos, algumas das peças produzidas pelos detentos vão participar de concursos em níveis nacional e internacional. “Teremos ainda nesse próximo sábado (dia 24), em uma exposição que vai ter lá no shopping, um ‘stand’ nosso também. Se quiserem ver o que é produzido pelos presos é só ir lá”, revelou Adão.
Formandos
“Nós também estamos encerrando na Denio Moreira a entrega de certificados para 22 de presos que terminaram o curso de marcenaria. Ano passado nós tivemos 19 cursos aqui, qualificando os presos para o trabalho. Muitos saem melhor que quando aqui entraram e conseguem trabalhar lá fora. 40% dos detentos que passam por Ipaba e quiseram trabalhar não retornaram ao crime. A nossa proposta é que se a gente conseguisse reeducar um, já estávamos fazendo muito”, avaliou o tenente, que ainda falou do preso responsável pelo pequeno incêndio: “Ele nem vai responder pelo ato que fez, pois tem problemas psiquiátricos. Há 90 dias ele veio de um hospital em Barbacena: a gente o mandou para lá para fazer um tratamento e achávamos que ele havia recuperado”.
FONTE: JVAONLINE
Atalhos
Educação,
Geral,
Penitenciária DMC
2 de set. de 2011
Ex-detento é preso por mais um crime em Ipaba
Messias foi preso pela equipe do delegado Ricardo Cesari, composta pelos investigadores Thiago Verydomar, Rogério Matias e Flávio Cordeiro. “Pouco mais de dois meses atrás tivemos uma ocorrência em Ipaba, onde um jovem sofreu uma tentativa de homicídio, sendo alvejado por três disparos de arma de fogo. Eu compareci pessoalmente à UTI do Hospital Márcio Cunha e fiz uma entrevista informal com a vítima, que me confidenciou quem seria o autor dos tiros: o Messias. Representei junto ao Poder Judiciário pela prisão preventiva dele, o Ministério Público manifestou favoravelmente e o juiz decretou a prisão”, explicou Cesari.
No último dia 19 de junho, Messias teria atirado contra Ramon Kenned Almeida Oliveira, 18, que foi ferido no peito quando estava na Rua Pouso Alegre, no Bairro São José, em Ipaba. “No dia seguinte à prisão decretada fomos à residência do Messias, fizemos o cerco policial, mas infelizmente ele conseguiu fugir de uma equipe da Polícia Civil. Nós permanecemos no encalço de Messias: estivemos em Caratinga, Santana do Paraíso, nos distritos de Boachá, Vale Verde, e Ipabinha, atrás dele”, afirmou o delegado, revelando onde o acusado foi capturado: “Conseguimos prender Messias descansando após fumar um ‘baseado’ em um barraco abandonado na região da Ilha, perto da ponte metálica. Com ele ainda localizamos um revólver calibre 32 com seis munições intactas. Provavelmente é a mesma arma usada para tentar matar o Ramon”.
Atirou na polícia
Conforme Cesari, Messias é um “bandido de alta periculosidade” e já atirou em seus policiais. “Ele tem uma folha de antecedentes criminais vasta: já respondeu a duas tentativas de homicídio, diversos assaltos a mão armada, furto e porte ilegal de arma de fogo. No dia que deslocamos com uma equipe para cumprir o mandado de prisão preventiva na residência de Messias, nós constatamos o quão ele é perigoso: fomos para a casa com cerca de 10 policiais armados e preparados e ainda assim ele conseguiu fugir, inclusive disparando em nossa direção. Não descansamos até prendê-lo”, declarou o delegado, que ainda finalizou: “Agora ele está encarcerado e à disposição da justiça”.
Defesa
Messias conversou com o jornal VALE DO AÇO e assegurou não estar envolvido na tentativa de assassinato em Ipaba. “Tinha pouco tempo que eu havia saído da Dênio Moreira de Carvalho, lá em Ipaba, quando ele (Ramon) foi baleado. Como não achou ninguém para culpar e não gosta de mim, ele resolveu me acusar para eu voltar para o sistema prisional de novo”, disse. Questionado sobre o porquê de ter fugido de policiais civis no dia que eles estiveram em sua casa, Messias tentou se justificar. “Chegaram batendo lá em casa e eu achei que fosse algum bandido querendo me matar. Invadiram a minha casa e eu corri mesmo. Não sabia que se tratava de policiais”, comentou, falando ainda sobre o revólver encontrado em seu poder: “Chegou ao meu conhecimento que um tal de Ramon estava se armando para me matar, então eu tinha que me prevenir. Se eu tivesse com a intenção de assassiná-lo, eu já teria o matado”.
Messias relatou que cumpriu pena na Dênio Moreira, em Ipaba, por assalto, furto e tentativas de homicídio e que atualmente estava em liberdade condicional.
Atalhos
Geral,
PDMC,
Penitenciária DMC,
Polícia
1 de set. de 2011
Governo de Minas entrega viaturas
DA REDAÇÃO - A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) vai entregar, nesta quinta-feira (01), viaturas para serem utilizadas em três unidades prisionais no Vale do Aço. O Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) de Ipatinga, o presídio de Coronel Fabriciano e a penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba, vão receber, cada, um Palio Weekend Locker, específico para o transporte de presos. Além das viaturas para a região, outros 52 novos veículos também serão entregues para outras unidades no restante do Estado, totalizando investimentos de R$ 2,4 milhões.
A renovação da frota faz parte do projeto Expansão, Modernização e Humanização do Sistema Prisional do Governo de Minas, que já recebeu recursos da ordem de R$ 120 milhões. Antes, a frota era composta por carros doados pela Polícia Militar ou pela Polícia Civil e tinham que ser adaptados ao transporte de presos. A partir do trabalho de renovação realizado pela Subsecretaria de Administração Prisional, todas as unidades assumidas pelo Estado, hoje, têm viatura nova.
A solenidade de entrega das viaturas será na Penitenciária José Maria Alckmin, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, às 11h. No total, serão distribuídos 50 Palio Weekend e cinco Ducato, esses doados pelo Ministério da Justiça. A frota vai beneficiar 51 unidades prisionais em todo o Estado.
Fonte: JVAOnline
A renovação da frota faz parte do projeto Expansão, Modernização e Humanização do Sistema Prisional do Governo de Minas, que já recebeu recursos da ordem de R$ 120 milhões. Antes, a frota era composta por carros doados pela Polícia Militar ou pela Polícia Civil e tinham que ser adaptados ao transporte de presos. A partir do trabalho de renovação realizado pela Subsecretaria de Administração Prisional, todas as unidades assumidas pelo Estado, hoje, têm viatura nova.
A solenidade de entrega das viaturas será na Penitenciária José Maria Alckmin, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, às 11h. No total, serão distribuídos 50 Palio Weekend e cinco Ducato, esses doados pelo Ministério da Justiça. A frota vai beneficiar 51 unidades prisionais em todo o Estado.
Fonte: JVAOnline
Atalhos
Geral,
PDMC,
Penitenciária DMC,
Segurança,
Segurança Pública
Projeto Regresso: contratação de 50 ex-presidiários
Empresas do Vale do Aço podem contribuir para redução da criminalidade contratando egressos do sistema prisional. Elas ainda recebem subvenção de dois salários mínimos.
IPATINGA – Numa parceria entre Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Governo de Minas e Instituto Minas pela Paz foi lançado em Ipatinga, nesta quarta-feira (31), o Projeto Regresso, que já começou a funcionar e tem por objetivo a inserção no mercado de trabalho de egressos e recuperandos do sistema prisional do Vale do Aço. Esse projeto já existe na capital mineira e a Região Metropolitana do Vale do Aço faz parte como sendo a primeira do programa de interiorização do sistema.
O Secretário Executivo do Instituto Minas pela Paz, Luís Flávio Sapori, explica que o Vale do Aço foi escolhido devido ao seu perfil econômico e empreendedor. “Escolhemos essa região para ser o carro-chefe dessa interiorização mineira. Nosso objetivo é expandir o projeto que funciona desde 2009 em Belo Horizonte para outras partes do estado. Através dos Núcleos de Prevenção à Criminalidade, começamos a fazer o cadastro daquelas pessoas que estão em liberdade condicional, os que já cumpriram suas penas ou aqueles que estão em regime aberto (prisão domiciliar). A partir das vagas que agora as empresas da região irão apresentar esses egressos serão selecionados e encaminhados para entrevistas, de acordo com a demanda apresentada”, esclarece Sapori.
O presidente da Fiemg Vale do Aço, Luciano Araújo informa que a meta é alcançar 50 contratações de egressos até o mês de novembro, sendo que a maioria será principalmente da Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, localizada na cidade de Ipaba. “É o sistema prisional da região com mão de obra melhor qualificada”, diz Luciano Araújo. “Como queremos fazer do Projeto Regresso no Vale do Aço um modelo para Minas Gerais, estaremos também disponibilizando em breve o Serviço Social da Indústria (SESI) para fazer a qualificação dos egressos que estiverem cadastrados. Com isso, a partir de hoje, quem for saindo das cadeias e da penitenciária irá tendo, com o passar do tempo e com a expansão do programa, um emprego garantido aqui fora. Eles ainda contarão com apoio psicológico e assistência social e pedagógica. Até agora as empresas contratavam ex-presidiários individualmente, mas o projeto veio para organizar essa situação”, conclui o presidente da Fiemg Vale do Aço.
Egresso
Ademárcio Costa, 32 anos, morador do Bairro Vila Formosa, foi condenado em 2001 por assalto à mão armada com vítima fatal. Em 2008 começou a trabalhar como ajudante em uma marcenaria em Ipatinga. Ele descia diariamente do ônibus vindo da Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, na Praça Caratinga, e de lá se dirigia ao seu local de trabalho, retornando ao presídio no final do expediente. Um juiz sempre acompanhou seu caso e mensalmente ele precisa comparecer ao fórum para entrevista. Em 2009 ele ganhou sua liberdade e continua no mesmo emprego, agora promovido.
Ademárcio comenta: “Eu já tinha cumprido mais de 1/6 da minha pena quando me deram a oportunidade de conseguir um emprego. Foi um alívio, pois meu sonho, mesmo estando na prisão, era trabalhar e receber meu sustento. Melhor ainda foi quando fiquei livre e continuei na mesma empresa”.
O empresário Luiz Pinto dos Santos é presidente do Sindicato das Empresas de Panificação e Alimentos do Vale do Aço (Sinpava). Para ele o Projeto Regresso é excelente, pois a região necessita de mão de obra. “Já comecei a dar andamento para contratação de egressos que trabalhem em meu estabelecimento no Bairro Horto. Nesta primeira fase pretendo entrevistar seis. Penso em colocá-los como atendentes (balconistas) ou ajudantes em panificação. Se em 60 ou 90 dias eles se saírem bem poderei inclusive promovê-los”, afirma o empresário, esperançoso.
Os requisitos para a contratação
A Fiemg Vale do Aço abrange 72 municípios da região entre as cidades de Itabira até Manhuaçu. Nesse primeiro momento o Projeto Regresso vai beneficiar as empresas das quatro principais cidades da Região Metropolitana: Timóteo, Coronel Fabriciano, Ipatinga e Santana do Paraíso. Com a expansão a partir de 2012, as empresas das outras cidades também serão contempladas.
A Lei Estadual número 18.401, referente ao Projeto Regresso, beneficia as empresas participantes com a contratação de egressos do Sistema prisional do estado. Por meio do projeto Regresso, grandes, médias e pequenas empresas poderão contratar ex-detentos que cumpriram penas nas penitenciárias e presídios e Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (Apacs). O Governo de Minas subsidiará as empresas empregadoras com repasse de dois salários mínimos para cada ex-detento durante período de 24 meses.
Os recursos repassados às empresas serão destinados exclusivamente a subsidiar a remuneração dos presos. Os egressos prestarão serviço às empresas com todos os direitos trabalhistas garantidos e salário de mercado, de acordo com a função desempenhada.
Para se tornar integrante do projeto, a empresa deve comprovar regularidade com os fiscos estadual e federal, estar interessada em promover a equidade social e ser associada ao Instituto Minas Pela Paz. O número de egressos contratados não poderá ultrapassar 5% do quadro de empregados da empresa. Por exemplo, se a empresa tiver 500 empregados, poderá contratar apenas 25 ex-detentos com salário subsidiado pelo Estado. Exceto quando a empresa decidir por não receber o subsídio. Neste caso o número de contratados é livre.
O Secretário Executivo do Instituto Minas pela Paz, Luís Flávio Sapori, explica que o Vale do Aço foi escolhido devido ao seu perfil econômico e empreendedor. “Escolhemos essa região para ser o carro-chefe dessa interiorização mineira. Nosso objetivo é expandir o projeto que funciona desde 2009 em Belo Horizonte para outras partes do estado. Através dos Núcleos de Prevenção à Criminalidade, começamos a fazer o cadastro daquelas pessoas que estão em liberdade condicional, os que já cumpriram suas penas ou aqueles que estão em regime aberto (prisão domiciliar). A partir das vagas que agora as empresas da região irão apresentar esses egressos serão selecionados e encaminhados para entrevistas, de acordo com a demanda apresentada”, esclarece Sapori.
O presidente da Fiemg Vale do Aço, Luciano Araújo informa que a meta é alcançar 50 contratações de egressos até o mês de novembro, sendo que a maioria será principalmente da Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, localizada na cidade de Ipaba. “É o sistema prisional da região com mão de obra melhor qualificada”, diz Luciano Araújo. “Como queremos fazer do Projeto Regresso no Vale do Aço um modelo para Minas Gerais, estaremos também disponibilizando em breve o Serviço Social da Indústria (SESI) para fazer a qualificação dos egressos que estiverem cadastrados. Com isso, a partir de hoje, quem for saindo das cadeias e da penitenciária irá tendo, com o passar do tempo e com a expansão do programa, um emprego garantido aqui fora. Eles ainda contarão com apoio psicológico e assistência social e pedagógica. Até agora as empresas contratavam ex-presidiários individualmente, mas o projeto veio para organizar essa situação”, conclui o presidente da Fiemg Vale do Aço.
Egresso
Ademárcio Costa, 32 anos, morador do Bairro Vila Formosa, foi condenado em 2001 por assalto à mão armada com vítima fatal. Em 2008 começou a trabalhar como ajudante em uma marcenaria em Ipatinga. Ele descia diariamente do ônibus vindo da Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, na Praça Caratinga, e de lá se dirigia ao seu local de trabalho, retornando ao presídio no final do expediente. Um juiz sempre acompanhou seu caso e mensalmente ele precisa comparecer ao fórum para entrevista. Em 2009 ele ganhou sua liberdade e continua no mesmo emprego, agora promovido.
Ademárcio comenta: “Eu já tinha cumprido mais de 1/6 da minha pena quando me deram a oportunidade de conseguir um emprego. Foi um alívio, pois meu sonho, mesmo estando na prisão, era trabalhar e receber meu sustento. Melhor ainda foi quando fiquei livre e continuei na mesma empresa”.
O empresário Luiz Pinto dos Santos é presidente do Sindicato das Empresas de Panificação e Alimentos do Vale do Aço (Sinpava). Para ele o Projeto Regresso é excelente, pois a região necessita de mão de obra. “Já comecei a dar andamento para contratação de egressos que trabalhem em meu estabelecimento no Bairro Horto. Nesta primeira fase pretendo entrevistar seis. Penso em colocá-los como atendentes (balconistas) ou ajudantes em panificação. Se em 60 ou 90 dias eles se saírem bem poderei inclusive promovê-los”, afirma o empresário, esperançoso.
Os requisitos para a contratação
A Fiemg Vale do Aço abrange 72 municípios da região entre as cidades de Itabira até Manhuaçu. Nesse primeiro momento o Projeto Regresso vai beneficiar as empresas das quatro principais cidades da Região Metropolitana: Timóteo, Coronel Fabriciano, Ipatinga e Santana do Paraíso. Com a expansão a partir de 2012, as empresas das outras cidades também serão contempladas.
A Lei Estadual número 18.401, referente ao Projeto Regresso, beneficia as empresas participantes com a contratação de egressos do Sistema prisional do estado. Por meio do projeto Regresso, grandes, médias e pequenas empresas poderão contratar ex-detentos que cumpriram penas nas penitenciárias e presídios e Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (Apacs). O Governo de Minas subsidiará as empresas empregadoras com repasse de dois salários mínimos para cada ex-detento durante período de 24 meses.
Os recursos repassados às empresas serão destinados exclusivamente a subsidiar a remuneração dos presos. Os egressos prestarão serviço às empresas com todos os direitos trabalhistas garantidos e salário de mercado, de acordo com a função desempenhada.
Para se tornar integrante do projeto, a empresa deve comprovar regularidade com os fiscos estadual e federal, estar interessada em promover a equidade social e ser associada ao Instituto Minas Pela Paz. O número de egressos contratados não poderá ultrapassar 5% do quadro de empregados da empresa. Por exemplo, se a empresa tiver 500 empregados, poderá contratar apenas 25 ex-detentos com salário subsidiado pelo Estado. Exceto quando a empresa decidir por não receber o subsídio. Neste caso o número de contratados é livre.
Atalhos
Empregos,
Geral,
PDMC,
Penitenciária DMC,
Ressocialização
10 de ago. de 2011
Comissário mantém blog para orientar a população
IPABA/IPATINGA - A fim de ampliar os canais de comunicação com a população, o Comissariado da Infância e da Juventude da comarca de Ipatinga mantém, há seis meses, um endereço na internet. O blog, intitulado VEMSER, contém informações relacionadas ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), textos sobre o trabalho desenvolvido pelos comissários, reflexões e orientações aos pais sobre como educar seus filhos. Através dele, a população pode ainda fazer denúncias anônimas contra atos que violem o ECA, encaminhar perguntas e sugerir temas.
O endereço é o vemser.blogspot.com.
O idealizador do projeto é o comissário Mário Ferreira Duarte, que há sete anos atua como voluntário na comarca e é agente penitenciário na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho (PDMC), em Ipaba. Conforme o comissário, o site já apresenta no nome – VEMSER – duas de suas propostas: convidar os internautas à mudança e à superação dos desafios.
Além de contribuir para a formação dos internautas, sejam eles crianças, adolescentes, adultos ou idosos, o blog busca ainda estreitar os laços entre o Comissariado e a população. “Muitas pessoas, até mesmo dentro dos próprios fóruns, desconhecem o trabalho dos comissários. O que desejamos é mostrar o que fazemos e difundir informações de relevância para a população”, resume o Mário.
O site já possui entre seus seguidores internautas de outros estados.
Funções
O Comissariado da Infância e Juventude é um serviço essencial de assessoramento à Justiça da Infância e da Juventude, cabendo-lhe a fiscalização das normas de prevenção e proteção às crianças e adolescentes. Ele é composto por comissários efetivos e voluntários.
Entre os trabalhos desenvolvidos na comarca de Ipatinga, estão: sindicância (rondas diurnas e noturnas de fiscalização em bares, boates, shows, hotéis, motéis, estádios de futebol etc), palestras educativas em escolas e emissão de autorização para viagem de crianças e adolescentes. Este último trabalho é feito no Fórum e também no Terminal Rodoviário de Ipatinga.
Atualmente, a comarca de Ipatinga conta com sete comissários efetivos e 18 voluntários, totalizando 25 comissários. O coordenador dos comissários é o servidor Geraldo Pizani Corsini. Já o juiz responsável é o titular da Vara da Infância e da Juventude, José Clemente Piedade de Almeida. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone: (31)3828-6577
O idealizador do projeto é o comissário Mário Ferreira Duarte, que há sete anos atua como voluntário na comarca e é agente penitenciário na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho (PDMC), em Ipaba. Conforme o comissário, o site já apresenta no nome – VEMSER – duas de suas propostas: convidar os internautas à mudança e à superação dos desafios.
Além de contribuir para a formação dos internautas, sejam eles crianças, adolescentes, adultos ou idosos, o blog busca ainda estreitar os laços entre o Comissariado e a população. “Muitas pessoas, até mesmo dentro dos próprios fóruns, desconhecem o trabalho dos comissários. O que desejamos é mostrar o que fazemos e difundir informações de relevância para a população”, resume o Mário.
O site já possui entre seus seguidores internautas de outros estados.
Funções
O Comissariado da Infância e Juventude é um serviço essencial de assessoramento à Justiça da Infância e da Juventude, cabendo-lhe a fiscalização das normas de prevenção e proteção às crianças e adolescentes. Ele é composto por comissários efetivos e voluntários.
Entre os trabalhos desenvolvidos na comarca de Ipatinga, estão: sindicância (rondas diurnas e noturnas de fiscalização em bares, boates, shows, hotéis, motéis, estádios de futebol etc), palestras educativas em escolas e emissão de autorização para viagem de crianças e adolescentes. Este último trabalho é feito no Fórum e também no Terminal Rodoviário de Ipatinga.
Atualmente, a comarca de Ipatinga conta com sete comissários efetivos e 18 voluntários, totalizando 25 comissários. O coordenador dos comissários é o servidor Geraldo Pizani Corsini. Já o juiz responsável é o titular da Vara da Infância e da Juventude, José Clemente Piedade de Almeida. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone: (31)3828-6577
Fonte: JVA ONLINE
Atalhos
Arte e Cultura,
Cidadania,
Geral,
PDMC,
Penitenciária DMC,
Utilidade Pública
30 de jul. de 2011
Detento de Ipaba edita jornal sobre inclusão social
Experiência foi relatada na Rádio Justiça, de Brasília, nesta sexta-feira (29)
Diretor do presídio

Conhecida nacionalmente por suas iniciativas voltadas à recuperação dos detentos, a Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho (PDPC), situada no município de Ipaba, foi um dos destaques da programação da Rádio Justiça, na manhã desta sexta-feira (29).A emissora, administrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e com sede em Brasília, veiculou entrevista com o diretor do presídio, tenente Adão dos Anjos, sobre o mais novo projeto da instituição: o jornal “Inclusão”, editado pelo detento Juarez da Silva Goulart. A entrevista foi veiculada no programa “CNJ no ar”, produzido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Formado em Geologia e com passagens pela França e Estados Unidos, o detento Juarez Goulart cumpre atualmente pena no regime fechado e trabalha na biblioteca da penitenciária. Conforme Adão, a idéia de se criar um periódico no presídio surgiu de uma conversa com o detento.
“Eu contei para ele que, na época em que estudei em colégio de padre, produzíamos um jornalzinho. Então ele sugeriu que fizéssemos um jornal da penitenciária, a fim de noticiar para a sociedade o que é feito aqui e o processo de recuperação dos presos”, contou o tenente.
A idéia foi logo acatada e, em maio deste ano, saía a primeira edição do “Inclusão”, patrocinada por um preso que, no regime aberto, é pastor de uma igreja evangélica na região. Já a segunda e a terceira edições foram patrocinadas pela indústria Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra). A terceira edição do jornal está prevista para começar a circular em setembro.
ProduçãoOs textos do periódico são produzidos por funcionários dos vários setores da unidade, como psicólogos, assistentes sociais, médicos, dentistas, e por alunos das oficinas desenvolvidas na penitenciária. Em seguida, eles são repassados para Juarez, que realiza a edição.
As fotos são tiradas por um agente penitenciário. Com 16 páginas, a terceira edição do jornal traz também um artigo do diretor Adão dos Anjos, intitulado “Caminhos da Ressocialização”. Os leitores encontram ainda, na publicação, anúncios de produtos fabricados dentro da penitenciária. “Fabricamos hoje queijo, pão, móveis, roupas, peças de automóveis, além de vários outros produtos”, conta Adão.
Reeducação Há 10 anos, a PDMC desenvolve com os presos um trabalho de reeducação e ressocialização, com foco no trabalho, educação, religião e formação de valores. Atualmente, segundo o diretor da unidade, 32 oficinas são desenvolvidas junto aos detentos. “Educar e profissionalizar a massa carcerária brasileira são medidas elementares de prevenção ao crime e à violência”, destaca o tenente.
Titular da Vara de Execuções e Precatórias Criminais da comarca de Ipatinga, que abrange também o município de Ipaba, a juíza Marli Maria Braga Andrade acompanha há cinco anos os projetos realizados na unidade. Para ela, o periódico desenvolvido pelos detentos representa “mais um avanço no trabalho de ressocialização que é desenvolvido na penitenciária”.A quarta edição do jornal “Inclusão” deve ser publicada em novembro e ainda não possui patrocinador. A última edição do ano conterá um resumo dos trabalhos realizados na unidade em 2011, além de mensagens de fim de ano, produzidas pelos presos.
FONTE: PLOX
Atalhos
Arte e Cultura,
Coluna Social,
Comportamento,
Geral,
PDMC,
Penitenciária DMC,
Ressocialização
24 de jun. de 2011
Diretor da Dênio Moreira recebe Moções de Aplausos
IPATINGA/IPABA- Foi votada e aprovada em reunião ordinária desta segunda-feira (20), Moção de Aplausos ao tenente Adão dos Anjos e respectiva equipe pela comemoração de uma década de trabalho na direção da penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba.
A moção foi uma indicação do presidente da Câmara de Ipatinga, vereador Nardyello Rocha (PMDB). O parlamentar destaca que depois que o tenente Adão assumiu a direção da penitenciária, em 2001, a unidade passou a ser exemplo de superação e qualidade.
“Em 2000, infelizmente, a penitenciária chegou a ser classificada como a pior do Brasil, mas nós observamos que este quadro mudou de maneira positiva”, diz Nardyello.
Para o parlamentar, os trabalhos atribuídos à direção do tenente Adão são exemplo de superação. “O trabalho religioso, feito em parceria com igrejas evangélicas e com a pastoral carcerária tornou mais humanizado o tratamento aos presos, e a atenção dispensada às suas famílias junto ao acompanhamento jurídico são outras importantes qualidades da penitenciária”, pontua.
Outra grande realização foi o incentivo à participação da penitenciária no 2º festival de Música do Sistema Penitenciário, quando os detentos de Ipaba ficaram com o primeiro, segundo e oitavo lugares.
A Escola Penitenciária de Ipaba, instituída como projeto piloto no sistema prisional, foi a primeira unidade prisional do país a ter parceria com instituições de ensino superior e realiza, em média, cinco a seis cursos profissionalizantes por ano. Tem ainda 23 oficinas que empregam cerca de 200 detentos em atividades que variam desde a fabricação de queijos até peças automobilísticas para grandes montadoras.
Tenente
O tenente Adão dos Anjos é natural de São João Evangelista e 1º tenente da reserva da Polícia Militar de Minas Gerais. Formado em direito, já foi diretor do Colégio Tiradentes e também ex-diretor da penitenciária de Governador Valadares.
Sua carreira é reconhecida não só no Vale do Aço, mas em todo Estado de Minas Gerais e em âmbito Nacional.
“Seu exemplo e de sua equipe merecem nossa homenagem e admiração”, conclui Nardyello.
A moção foi uma indicação do presidente da Câmara de Ipatinga, vereador Nardyello Rocha (PMDB). O parlamentar destaca que depois que o tenente Adão assumiu a direção da penitenciária, em 2001, a unidade passou a ser exemplo de superação e qualidade.
“Em 2000, infelizmente, a penitenciária chegou a ser classificada como a pior do Brasil, mas nós observamos que este quadro mudou de maneira positiva”, diz Nardyello.
Para o parlamentar, os trabalhos atribuídos à direção do tenente Adão são exemplo de superação. “O trabalho religioso, feito em parceria com igrejas evangélicas e com a pastoral carcerária tornou mais humanizado o tratamento aos presos, e a atenção dispensada às suas famílias junto ao acompanhamento jurídico são outras importantes qualidades da penitenciária”, pontua.
Outra grande realização foi o incentivo à participação da penitenciária no 2º festival de Música do Sistema Penitenciário, quando os detentos de Ipaba ficaram com o primeiro, segundo e oitavo lugares.
A Escola Penitenciária de Ipaba, instituída como projeto piloto no sistema prisional, foi a primeira unidade prisional do país a ter parceria com instituições de ensino superior e realiza, em média, cinco a seis cursos profissionalizantes por ano. Tem ainda 23 oficinas que empregam cerca de 200 detentos em atividades que variam desde a fabricação de queijos até peças automobilísticas para grandes montadoras.
Tenente
O tenente Adão dos Anjos é natural de São João Evangelista e 1º tenente da reserva da Polícia Militar de Minas Gerais. Formado em direito, já foi diretor do Colégio Tiradentes e também ex-diretor da penitenciária de Governador Valadares.
Sua carreira é reconhecida não só no Vale do Aço, mas em todo Estado de Minas Gerais e em âmbito Nacional.
“Seu exemplo e de sua equipe merecem nossa homenagem e admiração”, conclui Nardyello.
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20 de mai. de 2011
Detentos revelam seu talento musical no IV Festipen
BELO HORIZONTE - A quarta edição do Festival de Música do Sistema Penitenciário (IV Festipen), que foi realizado na tarde desta sexta-feira (20), no auditório da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), levou ao público o talento de 14 presos mineiros. O Festipen é uma iniciativa criada para promover a ressocialização dos detentos por meio da música. O primeiro lugar ficou com Moisés Araújo Cristino, que cumpre pena na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho (Ipaba). Ele apresentou a canção “Voa passarinho”.
A coordenadora do evento, Ana Paula Bertolini Costa, abriu o festival fazendo uma homenagem a Estadeu Costa, seu pai, que foi o idealizador do projeto e que faleceu há um ano. Ela destacou que 2 mil cópias do CD “Vozes das Celas IV” foram produzidas nesta edição do festival para serem distribuídas gratuitamente. A apresentação das canções compostas e interpretadas pelos finalistas do Festipen teve início em seguida.
Vencedores
Uma comissão julgadora composta por três músicos avaliou cada apresentação, escolhendo os três vencedores. A vitória de Moisés Araújo Cristino, com a canção “Voa passarinho”, teve como principal concorrente a “Só Falta Você”, de Priscila de Souza Rocha, interpretada por Glayston da Silva Rodrigues, interno do Presídio de Cataguazes. Eles conquistaram o segundo lugar. Já a música “A Libertação”, de autoria de Leonardo de Amorim Andrade, da Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Júnior (Muriaé), ficou com o terceiro lugar.
Cada participante recebeu um kit com 50 CDs “Vozes das Celas IV”, com suas gravações, para serem distribuídos entre amigos e familiares. Ao final das apresentações, detentos de várias unidades prisionais apresentaram uma peça teatral em homenagem a Estadeu Costa, contando a sua história. O preso Claiton Schmidt explicou que a inspiração para sua canção “O Sonho não Acabou” veio exatamente das dificuldades que ele já passou na vida e revela sua perspectiva de viver uma vida melhor.
Talentos
O superintendente de Atendimento ao Preso, Guilherme Augusto de Faria Soares, classificou o Festipen como uma iniciativa fundamental no sentido de mostrar à população que os presos são indivíduos capazes de desenvolver seus talentos artísticos e sair da atividade criminosa. “Somente nesta edição foram cerca de 500 candidatos inscritos”, conta.
Para o secretário de Estado de Defesa Social, Lafayette Andrada, é de extrema importância humanizar o sistema prisional. Ele reforçou a homenagem ao idealizador do festival. “Os homens passam, mas as suas obras permanecem e eles nelas. Os participantes devem utilizar este talento musical como forma de reflexão sobre o que estão vivendo hoje e o que poderão viver amanhã, construindo um futuro melhor”.
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27 de abr. de 2011
Suspeito de matar meninas será julgado em MG
Homem teria matado duas meninas de dez anos em 2002; corpos foram achados em 2005
Está marcado para quinta-feira (28), em Caratinga, município a 311 km de Belo Horizonte (MG), o julgamento de Geraldo Marcelino Moreira, suspeito de matar quatro mulheres da região e duas crianças, Thaís Grazielle Inácio e Natália Celeste da Silva Moraes, ambas de dez anos, em 2002. As informações são do Hoje em Dia.
As ossadas das jovens foram encontradas em 2005, dentro de um poço artesiano, no quintal da casa do suspeito. No mesmo lugar, foram achados restos mortais de uma adolescente que a polícia suspeita ser de outra menina desaparecida.
Thaís e Natália eram amigas. Elas sumiram no dia 21 de novembro de 2002, quando preparavam um piquenique para o dia seguinte. As meninas foram vistas pela última vez no bairro Esperança, onde moravam. Em julho de 2005, após denúncia anônima, as ossadas das duas foram localizadas no quintal da casa de Moreira, na rua João Tiola, no Morro da Antena. Os corpos estavam dentro de uma cisterna desativada, debaixo de uma horta. Preso, o suspeito disse à polícia que as meninas lhe pediram carona e teriam morrido em um acidente.
Ele alegou que estava sendo investigado pela morte de Juliana Abdala, de 26 anos, ocorrida em 26 de novembro de 2002, e por isso preferiu sepultar os corpos das meninas no quintal de sua casa. Ele alegou que não queria mais problemas com a delegacia.
As ossadas das jovens foram encontradas em 2005, dentro de um poço artesiano, no quintal da casa do suspeito. No mesmo lugar, foram achados restos mortais de uma adolescente que a polícia suspeita ser de outra menina desaparecida.
Thaís e Natália eram amigas. Elas sumiram no dia 21 de novembro de 2002, quando preparavam um piquenique para o dia seguinte. As meninas foram vistas pela última vez no bairro Esperança, onde moravam. Em julho de 2005, após denúncia anônima, as ossadas das duas foram localizadas no quintal da casa de Moreira, na rua João Tiola, no Morro da Antena. Os corpos estavam dentro de uma cisterna desativada, debaixo de uma horta. Preso, o suspeito disse à polícia que as meninas lhe pediram carona e teriam morrido em um acidente.
Ele alegou que estava sendo investigado pela morte de Juliana Abdala, de 26 anos, ocorrida em 26 de novembro de 2002, e por isso preferiu sepultar os corpos das meninas no quintal de sua casa. Ele alegou que não queria mais problemas com a delegacia.
Junto às ossadas, a polícia encontrou os restos mortais de uma adolescente, e suspeita que sejam de Josiane Karine Cristóvão Fernandes, desaparecida em outubro de 2002, quando tinha 12 anos. A adolescente morava na mesma rua de Moreira.
Exames de DNA foram feitos, mas não teriam sido conclusivos e a ossada ainda não foi identificada. No poço artesiano foram encontrados ainda fragmentos de cobertor, corda, correntes, fios elétricos e roupas queimadas. Os exames feitos não determinaram o tempo de morte nem constataram se as meninas foram violentadas sexualmente e tiveram os corpos queimados, como suspeita a polícia.
Preso, o homem foi julgado e condenado há 27 anos de reclusão pela morte de Juliana Abdala e agora volta a sentar no banco dos réus para responder pela morte e ocultação dos cadáveres de Thaís e Natália. Ele cumpre pena na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba, no leste do Estado, e será defendido pelo advogado Anderson Humberto Parreira, nomeado pelo Estado. O julgamento vai acontecer no Fórum Desembargador Faria e Souza, Caratinga. Temendo revolta popular, a polícia vai reforçar a segurança no local.
Os pais de Natália, Sávio de Almeida e a dona de casa Silvana Aparecida da Silva Moraes, ainda não conseguiram se recuperar da tragédia. Segundo Ameida, sua mulher ainda está doente desde a morte da menina.
Exames de DNA foram feitos, mas não teriam sido conclusivos e a ossada ainda não foi identificada. No poço artesiano foram encontrados ainda fragmentos de cobertor, corda, correntes, fios elétricos e roupas queimadas. Os exames feitos não determinaram o tempo de morte nem constataram se as meninas foram violentadas sexualmente e tiveram os corpos queimados, como suspeita a polícia.
Preso, o homem foi julgado e condenado há 27 anos de reclusão pela morte de Juliana Abdala e agora volta a sentar no banco dos réus para responder pela morte e ocultação dos cadáveres de Thaís e Natália. Ele cumpre pena na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba, no leste do Estado, e será defendido pelo advogado Anderson Humberto Parreira, nomeado pelo Estado. O julgamento vai acontecer no Fórum Desembargador Faria e Souza, Caratinga. Temendo revolta popular, a polícia vai reforçar a segurança no local.
Os pais de Natália, Sávio de Almeida e a dona de casa Silvana Aparecida da Silva Moraes, ainda não conseguiram se recuperar da tragédia. Segundo Ameida, sua mulher ainda está doente desde a morte da menina.
- Ela passou a ter depressão e tomar seis tipos de remédios por dia. A justiça precisa ser feita, mas está demorando demais.
Os pais de Thaís teriam se mudado do bairro e não foram localizados.
Fonte: R7.com
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22 de fev. de 2011
Penitenciária lança informativo
por Diário Popular
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13 de jan. de 2011
Detento da Penitenciária de Ipaba é premiado em Olimpíada de Matemática
IPABA (13/01/11) - Na disputa teve 19.665.928 participantes e, ao final, 33.200 saíram premiados. O certificado de menção honrosa obtido pelo detento mineiro Wilken Pereira Arruda, da Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba, no Leste do Estado, no entanto, foi comemorado como se ele tivesse conquistado o primeiro lugar. O preso ficou entre os alunos que tiveram as maiores pontuações na 6ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Wilken conseguiu fazer parte do seleto grupo que corresponde a 0,17% dos candidatos de todo o país com melhor desempenho no projeto.
A notícia chegou por carta para o detento, na tarde dessa quarta-feira (12). Wilken conta que sentiu uma grande alegria e que no momento teve a prova de que seu esforço valeu a pena. “Fiquei muito honrado. Eu gosto de ler, escrever e sempre busco conhecimento nos livros. Mantenho o pensamento positivo, força de vontade e dedicação. Isso tudo me fez sentir que o reconhecimento foi merecido”, declara.
A professora de matemática Sandra Ferreira Silva de Oliveira conta que é testemunha da dedicação do aluno. Segundo ela, Wilken é muito interessado e sempre faz questionamentos, mesmo sobre conteúdos que ainda não foram passados em sala de aula. “A condição em que ele se encontra, privado de liberdade, o faz ainda mais merecedor de parabéns”, avalia.
Persistência
É exatamente o fato de lecionar para alunos que estão na prisão que faz com que Sandra desenvolva um trabalho diversificado, levando em conta a realidade dos internos da Penitenciária de Ipaba. “Eles fazem a modalidade Educação para Jovens Adultos (EJA) e os que participaram da disputa realizaram a prova da Olimpíada de Matemática no sábado, quando estão todos muito agitados, porque é dia de visita. Achei que a premiação de Wilken foi mesmo merecida”, ressalta
O detento Wilken concluiu, em 2010, o Ensino Fundamental na Escola Estadual Dênio Moreira de Carvalho, que funciona dentro da unidade prisional, e pretende continuar os estudos. Na turma que ele freqüentava havia outros 15 alunos. Para se preparar para a 6ª Olimpíada Brasileira de Matemática, ele buscou ter acesso a provas de anos anteriores e resolvia as questões na cela, como forma de se exercitar.
A persistência também teve papel fundamental. Ele conta que já havia participado de uma Olimpíada de Português, em 2001, quando ainda estava em liberdade, e não foi tão bem sucedido. Com a conquista da menção honrosa ele aproveita para incentivar outros presos a também participarem das competições. “A busca do conhecimento e a paciência são as portas do sucesso. É como ocorre com um cientista, que para descobrir uma coisa nova tem que fazer várias experiências, tem que se arriscar e ir atrás dos objetivos, sem desanimar”, aconselha.
Informação Importante: O nome da professora do aluno que ganhou a menção honrosa das Olimpiadas de Matemática é: Junia Maria Oliveira Fernandes Aleixo. Leciona à 4 anos e dá aulas para o vencedor desde a 5ª Série.
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5 de jan. de 2011
Presos de penitenciária na cidade de Ipaba concluem ensinos fundamental e médio
IPABA (05/01/11) - O detento Wilken Pereira Arruda, que cumpre pena há quatro anos na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba, no Leste do Estado, conta que viveu o dia mais emocionante de sua vida em 20 de dezembro do ano passado. Ele é um dos 23 internos da unidade prisional que concluíram, naquela data, o curso de ensino fundamental ou médio. “Enquanto eu permanecer no sistema carcerário, vou continuar os estudos, aproveitar a oportunidade. O crime eu quero deixar pra trás”, afirma.
Os presos formandos frequentaram a escola que funciona dentro da penitenciária desde 1999, a mais antiga do sistema prisional e que tem hoje 150 alunos matriculados. O detento Clodoaldo de Oliveira acaba de concluir o ensino médio e destaca que no dia em que chegou à penitenciária foi prontamente levado à escola, para se matricular. “Agora fazer a faculdade é o meu pensamento, meu sonho. Gostaria muito de fazer advocacia”, revela.
Para a diretora de Ensino e Profissionalização da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), e madrinha dos formandos, Sandra Regina Madureira, o mais gratificante é oferecer oportunidades reais a quem quer mudar de vida. “Se não fossem os portões, a unidade seria facilmente confundida com uma escola comum. Estou muito emocionada, sobretudo porque acredito no ser humano”, declarou em seu discurso em homenagem aos recém-formados.
Exemplo
A cerimônia de formatura aconteceu no auditório da própria Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho e, além de funcionários da Suapi, estiveram presentes representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário locais, além de diversos parceiros e familiares dos detentos. Para o diretor da unidade, tenente Adão dos Anjos, o apoio da comunidade tem sido essencial aos avanços obtidos no local. “A gente recebe um grande apoio por parte de toda a sociedade do Vale do Aço. Se não fosse isso, nossa experiência não seria tão bem sucedida”, afirma.
A escola da Penitenciária de Ipaba é piloto no sistema prisional. De acordo com o diretor, a unidade prisional foi a primeira do país a ter parceria com instituições de ensino superior e realiza uma média de 5 a 6 cursos profissionalizantes por ano. Tem ainda 23 oficinas que empregam cerca de 200 detentos em atividades que variam desde a fabricação de queijos até peças automobilísticas para grandes montadoras.
Pelo trabalho ou estudo durante a privação de liberdade os presos recebem remissão de pena, ou seja, a cada três dias trabalhados ou 18 horas de estudo, a sentença é reduzida em um dia. Wilken Arruda concluiu o curso de mecânica na unidade e trabalha, atualmente, como torneiro mecânico. Para ele, a oportunidade de trabalhar e estudar renovou as esperanças de reconstruir sua vida.
Superação
O trabalho religioso, feito em parceria com cinco igrejas evangélicas e com a pastoral carcerária, o tratamento humanizado dos presos, a atenção dispensada às suas famílias e o acompanhamento jurídico são outras qualidades daquela penitenciária, destacadas pelo detento "Adão dos Anjos", outro formando.
A penitenciária foi considerada moderna, nova e segura no relatório da CPI do Sistema Penitenciário realizada em 2008 e há 10 anos não registra fuga por transposição de barreira. De acordo com estudo feito pela Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac), cerca de 60% das pessoas que passam pela unidade não retornam ao crime.
O tenente Adão conta que é diretor da Penitenciária de Ipaba desde 2001 e destaca que a unidade é exemplo de superação, na medida em que em 2000 havia sido classificada como a pior do Brasil. “Quando assumi, me comprometi a acabar com as rebeliões, implantar educação, ressocialização e a fazer cumprir a Lei de Execução Penal”, relembra.
No segundo Festival de Música do Sistema Penitenciário (Festipen), detentos de Ipaba ficaram com o primeiro, segundo e oitavo lugares. O preso Geasis da Silva conta que é compositor, cantor gospel e que já gravou três CDs que, juntos, venderam mais de três mil cópias. “Somos a prova de que o sistema prisional não está falido”, conclui o diretor.
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Ressocialização
26 de dez. de 2010
Educação dentro da penitenciária de Ipaba
Escola que funciona há 12 anos no presídio de Ipaba forma mais 23 sentenciados em Ensino Médio e Fundamental
IPABA – Vinte e três presidiários da Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho receberam, na tarde desta segunda-feira (20), os diplomas de formação na escola estadual que funciona dentro da prisão. Eles concluíram o 3º Período do Ensino Fundamental e 3º Período do Ensino Médio. Ambos os cursos são oferecidos por meio do EJA (programa Educação de Jovens e Adultos). A cerimônia de entrega dos certificados ocorreu no auditório da Penitenciária, em Ipaba, e contou com a presença de autoridades da região.
A escola, que funciona há 12 anos na penitenciária, é uma forma de ressocialização dos detentos. “Esse projeto é voltado para despertar o talento de cada um. A possibilidade de estudar dentro da cadeia faz com que a auto-estima deles melhore bastante”, falou a juíza Marli Maria Braga Andrade. “Muitos sentenciados chegam aqui sem nenhuma escolaridade, e os cursos são uma forma deles se desenvolverem aqui dentro”, acrescentou a magistrada, explicando que a cada 18 horas de estudo o preso recebe a remissão de um dia no total da pena a ser cumprida.
Além de ser uma forma de dar seguimento à escolarização dos detentos, as aulas ajudam no comportamento dentro da cadeia. “A escola ajuda muito no bom comportamento deles. O preso busca um meio de crescer junto à educação e também diminuir sua pena, o que melhora muito o ambiente”, completou Marli.
“O projeto só dá bons resultados. Já vi muitos ex-alunos que estão bem lá fora, até um que se tornou advogado. É muito gratificante fazer parte disso”, ressaltou a diretora Lila Martins, que há quatro anos comanda a escola.
Apoio da família
Dos 150 presos que cursam o ensino médio e fundamental atualmente, 23 receberam o diploma nesta segunda, entre eles José Araújo, 25, que cumpre pena por tráfico de drogas. “Esse é o primeiro passo para a ressocialização. Estava no segundo ano do ensino médio quando cheguei aqui, e agora eu penso em continuar meus estudos”, contou o formando, detido em fevereiro deste ano. “Na semana passada a gente fez o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e agora eu já penso cursar uma faculdade”, adiantou o detento.
Além de enxergar nos estudos uma forma de mudar de vida, José vê no filho o caminho para um futuro melhor. “Tenho uma companheira há dois anos e a gente não planejou ter um filho. Mas o Miguel foi o melhor acidente que aconteceu na minha vida”, falou o detento, referindo-se ao filho de seis meses. “Ele é meu grande incentivo. Antes de fazer qualquer coisa, eu penso nele. O Miguel não é só o motivo de eu sair daqui, mas principalmente o meu plano de vida”, concluiu.
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13 de out. de 2010
Curso Profissionalizante na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho
Wôlmer Ezequiel
A Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba, se prepara para instalar mais um curso profissionalizante, de solda.
O curso vai somar-se aos já ministrados na unidade prisional, a fim de garantir aos apenados uma profissão após o cumprimento da pena.
O curso de solda visa atender a uma demanda do mercado, que sempre apresentou carência de mão de obra neste setor.
A sala onde será ministrado o curso está sendo preparada pelos próprios presos, e a expectativa é que o treinamento comece nas próximas semanas.
O curso profissionalizante oferece boas oportunidades para aqueles que entram no regime semi-aberto (em que o preso trabalha de dia e retorna à noite para a unidade prisional).
Conforme a norma, quando conseguem um emprego do lado de fora, a cada três dias trabalhados é descontado um dia no total da pena.
O monitor do curso será um detento que já tem experiência na área. Juarez Rodrigues Costa Junior, 24, está recolhido há um ano e cinco meses ano na penitenciária Dênio Moreira.
“O curso de solda tem a ver com a minha profissão de serralheiro e o mercado precisa deste tipo de profissional. Meu objetivo é sair daqui, nunca mais usar esse uniforme da Suapi e cuidar dos meus filhos”, disse.
Adão: “Entre ficar 22 horas em uma cela, o preso prefere ter uma atividade dentro da unidade”
O pai de Juarez, Francisco Sena, vê a atividade desenvolvida na Penitenciária Dênio Moreira como modelo a ser seguido, e destaca a importância do trabalho como forma de dar oportunidade real de recuperação, conforme estabelecido na Lei de Execuções Penais.
“Diferentemente do que muitas pessoas pensam, no ‘Positivismo Jurídico’ a pena por um crime não tem caráter apenas punitivo, mas deve cuidar da chance de recuperação da pessoa. Isso porque a maioria dos condenados vai cumprir uma pena e voltar para a sociedade. Se não estiver preparada, vai reincidir no crime”, considera.
Resultados
A assistente social da Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, Cristine Maria de Oliveira Lima, disse que os cursos profissionalizantes oferecidos pela unidade fortalecem a ressocialização dentro da prisão.

Juarez (à esquerda) será responsável em ministrar o curso
O diretor da penitenciária, tenente Adão dos Anjos, enfatiza que os presos que saem da unidade prisional para o trabalho são bem recebidos pelas empresas da região. “Porque eles já saem daqui qualificados e a maioria já trabalhou em alguma empresa antes de terem cometido algum delito. Nós estamos provando para o Brasil a eficiência de ressocializar um detento”, disse.
Outro curso em andamento é o de corte e costura. O treinamento começou em maio de 2005 com 22 alunos. Dentro da oficina são fabricadas seis mil peças de calças e bermudas por mês, que são encaminhados à Suapi (Subsecretaria de Administração Prisional de Minas Gerais).
De lá, os uniformes são encaminhados para todas as unidades prisionais administradas pela instituição. “Entre ficar horas à toa em uma cela, o preso prefere ter uma atividade dentro da unidade. E quem ganha com isso é ele mesmo, a família e o sistema prisional”, conclui Adão dos Anjos.
A Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba, se prepara para instalar mais um curso profissionalizante, de solda.
O curso vai somar-se aos já ministrados na unidade prisional, a fim de garantir aos apenados uma profissão após o cumprimento da pena.
O curso de solda visa atender a uma demanda do mercado, que sempre apresentou carência de mão de obra neste setor.
A sala onde será ministrado o curso está sendo preparada pelos próprios presos, e a expectativa é que o treinamento comece nas próximas semanas.
O curso profissionalizante oferece boas oportunidades para aqueles que entram no regime semi-aberto (em que o preso trabalha de dia e retorna à noite para a unidade prisional).
Conforme a norma, quando conseguem um emprego do lado de fora, a cada três dias trabalhados é descontado um dia no total da pena.
O monitor do curso será um detento que já tem experiência na área. Juarez Rodrigues Costa Junior, 24, está recolhido há um ano e cinco meses ano na penitenciária Dênio Moreira.
Antes de ser preso, ele havia se formado na profissão e conseguido um emprego. Agora, vai utilizar a experiência para ensinar outros detentos. “O que eu mais preciso é da apostila e dos equipamentos para ensinar os alunos. Acredito que não terei dificuldade”, disse, acrescentando os planos para o futuro. “A minha meta, quando sair daqui, é fazer um curso de solda nível 2. Existe mercado, mas faltam profissionais”, afirma.
Walter Lages da Silva, 34, condenado a 11 anos de prisão por assalto, é um dos alunos inscrito do novo curso. Aos 14 anos começou a trabalhar como serralheiro, depois fez um curso profissionalizante e trabalhou em várias empresas.
“O curso de solda tem a ver com a minha profissão de serralheiro e o mercado precisa deste tipo de profissional. Meu objetivo é sair daqui, nunca mais usar esse uniforme da Suapi e cuidar dos meus filhos”, disse.
Wôlmer Ezequiel
Adão: “Entre ficar 22 horas em uma cela, o preso prefere ter uma atividade dentro da unidade”
O pai de Juarez, Francisco Sena, vê a atividade desenvolvida na Penitenciária Dênio Moreira como modelo a ser seguido, e destaca a importância do trabalho como forma de dar oportunidade real de recuperação, conforme estabelecido na Lei de Execuções Penais.
“Diferentemente do que muitas pessoas pensam, no ‘Positivismo Jurídico’ a pena por um crime não tem caráter apenas punitivo, mas deve cuidar da chance de recuperação da pessoa. Isso porque a maioria dos condenados vai cumprir uma pena e voltar para a sociedade. Se não estiver preparada, vai reincidir no crime”, considera.
Resultados
A assistente social da Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, Cristine Maria de Oliveira Lima, disse que os cursos profissionalizantes oferecidos pela unidade fortalecem a ressocialização dentro da prisão.
“Existe fila de espera. Todos ficam interessados em fazer os cursos, pois é uma oportunidade que os detentos têm para quando sair da prisão”, resume.
Wôlmer Ezequiel

Juarez (à esquerda) será responsável em ministrar o curso
O diretor da penitenciária, tenente Adão dos Anjos, enfatiza que os presos que saem da unidade prisional para o trabalho são bem recebidos pelas empresas da região. “Porque eles já saem daqui qualificados e a maioria já trabalhou em alguma empresa antes de terem cometido algum delito. Nós estamos provando para o Brasil a eficiência de ressocializar um detento”, disse.
Outro curso em andamento é o de corte e costura. O treinamento começou em maio de 2005 com 22 alunos. Dentro da oficina são fabricadas seis mil peças de calças e bermudas por mês, que são encaminhados à Suapi (Subsecretaria de Administração Prisional de Minas Gerais).
De lá, os uniformes são encaminhados para todas as unidades prisionais administradas pela instituição. “Entre ficar horas à toa em uma cela, o preso prefere ter uma atividade dentro da unidade. E quem ganha com isso é ele mesmo, a família e o sistema prisional”, conclui Adão dos Anjos.Repórter : Gizelle Ferreira
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14 de ago. de 2010
Presos da PDMC fabricarão cadeiras de rodas
IPABA – Atendendo pedido da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), detentos recolhidos na penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba, passarão a fabricar cadeiras de rodas nas próximas semanas. Inicialmente foram feitas 30 encomendas para uma entidade de Belo Horizonte. “O nosso superintendente da Subsecretaria de Administração Prisional me solicitou e perguntou se nós éramos capazes de fabricar cadeiras de rodas para paraplégicos. Antes de conversar com os presos da serralheria e da tornearia, eu falei que nós éramos capazes sim e que íamos fazer com muita qualidade”, comentou o chefe da unidade, tenente Adão dos Anjos, comemorando o novo desafio.
Adão dos Anjos reiterou a certeza de que o trabalho dos detentos será bem feito. “Não vamos ficar devendo nada a grandes empresas. É uma pretensão, mas também uma realidade. Temos uma encomenda de 30 cadeiras de rodas. Mandei o orçamento da matéria prima para o superintendente e ficou em R$ 18.700. Então vai ficar uma média de R$ 600 por cadeira, quando no mercado o preço delas varia de R$ 390 a R$ 1200. Então nós vamos fazer uma coisa de qualidade por R$ 600 e provar que você pode transformar uma cadeia num local de punição sim, mas também fazer com que o preso cumpra a sua pena com dignidade, e é aí que o cara sai melhor do que quando entrou. Eu acho que é nisso que a sociedade leva vantagem”, pontuou o chefe da Dênio Moreira.
Adão dos Anjos lembrou ainda que há sempre desconfiança quando se fala em mão-de-obra de detentos. “Fica aquela interrogação: será que não vão sair cadeiras sabotadas? Quando se fala que o preso vai fabricar um pão, ainda tem gente que comenta: ‘Eu não como desse pão. Tem veneno’. São aquelas coisas que ainda existem na cabeça de alguns, até de pessoas boas que ainda não comem uma alface plantada pelo preso porque ela pode estar sabotada. Não é bem assim. São nove anos que a gente faz esse trabalho, mais 21 que a gente fez quando era policial, e nós nunca tivemos problemas de sabotagem, de retroação de preso”, revelou.
Venda de cadeiras de rodas
O chefe da penitenciária de Ipaba afirmou que a expectativa é que a fabricação das cadeiras de rodas possa também atender a empresas privadas, enfatizando que o preso que trabalha só tem a ganhar. “Vamos fabricar 30 cadeiras e quem sabe nós não passamos a fazer cadeiras em definitivo para essa entidade de Belo Horizonte. Nunca esquecendo que a Lei dá o benefício da remissão de pena. Os benefícios que os detentos recebem, depois do cumprimento de parte da pena, é que a cada três dias de trabalho, diminui um na pena. A cada três dias de aula, também diminui um dia na pena. Presos que trabalham também recebem um salário de três quartos do salário mínimo”, explicou, lembrando que o detento que passa a trabalhar ou estudar é avaliado por uma Comissão Técnica de Classificação (CTC).
Oficinas
Adão dos Anjos lembrou que muitas das unidades prisionais de Minas Gerais foram construídas de forma a facilitar o trabalho dos detentos. “As unidades penais mais antigas já foram construídas com oficinas, como em Teófilo Otoni, Governador Valadares, Ipaba e Unaí. O Estado já montou essas cadeias com oficinas e maquinários de última geração na época, há mais de 25 anos. Quando eu assumi, tanto Valadares quanto Ipaba, esses maquinários estavam enferrujados, nunca haviam sido usados. Pensei: se nós temos as oficinas, porque não usar a mão-de-obra do preso, já que ele é criativo, se ele sabe furar buraco para fugir, fazer túnel. Em Ipaba nós temos a marcenaria, a serralheria, a lavanderia e a tornearia mecânica”, complementou.
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