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3 de set. de 2011

Pedreiro de Ipaba pode ser o primeiro mineiro a enfrentar o corredor da morte nos EUA

FONTE: RÁDIO CIDADE 89,1

O operário José Carlos Coutinho, de 37 anos, natural de Ipaba, poderá ser o primeiro mineiro a enfrentar o corredor da morte nos Estados Unidos. Ele será acusado de ser o mandante do assassinato de uma família de três brasileiros de Santa Catarina, que eram seus patrões. O crime teria ocorrido em 2009, na cidade de Omaha, estado de Nebraska. A data do julgamento ainda não foi marcado. 
José Carlos e outros dois conterrâneos, Valdeir Gonçalves dos Santos, de 30, e Elias Lourenço Batista, de 29, são suspeitos de matar o empreiteiro Vanderlei Szczepanik, a mulher dele, Jaqueline, ambos de 43 anos, e o filho do casal Cristopher, de 7 anos.
Na semana passada, o operário Valdeir dos Santos resolveu confessar o crime.Em sua confissão, o pedreiro disse que os corpos foram esquartejados e atirados dentro de sacolas em um rio. Outro suspeito, Elias Batista foi deportado pela emigração norte-americana antes que a promotoria conseguisse reunir provas suficientes para condená-lo. Ele voltou para Ipaba e nega o crime.
Valdeir acusa José Carlos de ser o mandante do crime.  Eles estão detidos em prisões próximas.

A Promotoria informa que poderá pedir a pena de morte ou a prisão perpétua para José Carlos Coutinho, apontado como mandante dos assassinatos.

1 de set. de 2011

As mineiras Wanderlúcia Oliveira de Paiva e Patrícia Oliveira vieram diretamente do Brasil para testemunhar no desaparecimento da família Szczepanik


Na quinta-feira (25), o mineiro Valdeir Gonçalves dos Santos fez um acordo com a promotoria pública e confessou sua participação no assassinato da família catarinense Vanderlei, Jacqueline e Christopher Szczepanik, desaparecidos desde dezembro de 2009, na cidade de Omaha, Nebraska. O advogado de defesa do réu, Kevin Ryan disse ao canal de TV 6 News que seu cliente havia pedido para conversar com a polícia e confessar. Nos últimos dias, Ryan disse que Santos levou as autoridades a vários locais onde foram recolhidas evidências do crime.
Os promotores públicos especulam que a família foi torturada e desmembrada antes de ser jogada no rio Missouri. Entretanto, o 6 News informou que os corpos da família Szczepanik ainda podem ser resgatados nas próximas semanas, durante as investigações,
Conforme o acordo com a justiça, Valdeir será considerado culpado por homicídio em segundo grau, com créditos por bom comportamento e tempo da pena já cumprido e; consequentemente, será deportado em 8 anos, após cumprir a pena nos EUA.
Ryan disse que há poucos dias para o final do julgamento, seu cliente mudou subitamente de ideia. “Nas últimas 48 horas ele insistiu em dizer que queria falar com as autoridades, esclarecer as coisas e conceder à família Szczepanik e seus entes queridos uma conclusão”, comentou o advogado.
Ele acrescentou que o aumento da pressão diariamente durante o julgamento e o testemunho da esposa e uma amiga do réu, finalmente fizeram seu cliente confessar.
Don Kleine, promotor público do Condado de Douglas disse que “acho que houve uma sensação de alívio em todas as partes envolvidas, especialmente Tatiana, por encerrarmos o caso e responsabilizar os culpados”.
Valdeir assumiu a culpa com a relação à acusação de assassinato em segundo grau e deverá cumprir 8 anos de prisão, antes de ser deportado ao Brasil. Como parte do acordo, ele testemunhará contra seus dois ex-colegas de trabalho, José Oliveira Coutinho e Elias Lourenço Batista, que também serão indiciados. Kleine planeja pedir a pena de morte para o líder do crime, José Oliveira Coutinho, entretanto, para isso é necessário que Batista seja extraditado aos EUA.
O caso prosseguiu com a chegada de sua esposa, Wanderlúcia Oliveira de Paiva, aos Estados Unidos para testemunhar contra o próprio marido.  Durante a audiência, ela relatou como e porque Valdeir matou Vanderlei, sua esposa Jacqueline e seu filho Christopher Szczepanik, naturais de Santa Catarina.
Wanderlúcia disse aos jurados que seu marido havia confessado que ele e dois comparsas torturaram, mataram e esquartejaram Vanderlei Szczepanik. Então, eles colocaram as partes dos corpos em sacos plásticos, juntamente com pedras, e jogaram em um rio. Várias vezes durante o seu testemunho, Paiva enxugou lágrimas dos olhos. Segundo ela, antes de matarem Vanderlei, Valdeir e seus comparsas obrigaram a vítima a endossar três cheques, referentes ao pagamento pela remoção de material contaminado por chumbo que a companhia de Szczepanik realizou em residências locais.
Wanderlúcia e Valdeir não são casados legalmente, mas viviam juntos no Brasil e possuem dois filhos, de 6 e 7 anos. Durante o julgamento, ela disse aos jurados que “o meu mundo desabou” e que “ela só podia pensar nos filhos” que teve com o acusado.
Os promotores públicos, entre eles John Alazaban, questionaram porque Paiva havia negado inicialmente ter qualquer conhecimento do triplo homicídio. Ela respondeu que “não sabia o que fazer na ocasião. O que ele (o réu) havia feito foi bastante errado, mas era o pai de meus filhos”.
Em Ipaba, interior de Minas Gerais, a confissão de Valdeir surpreendeu famílias. A expectativa de parentes e amigos na cidade era de que ele fosse inocentado, uma vez que os corpos das vítimas nunca foram encontrados.
“Nossa vida virou toda. Tem gente que acha que meu irmão matou essas pessoas, que ele não presta. Ainda mais agora que o outro (Valdeir) confessou”, disse a dona de casa Cleonice Oliveira, de 35 anos, irmã de José Carlos Coutinho, segundo o portal eletrônico Uai.com
“Acham que ele tem envolvimento nas mortes. Por ter sido solto e estar aqui, acham isso injustiça. Só que ele é um trabalhador”, disse Ezequias de Araújo, de 30 anos, primo de Elias Batista, cuja família enfrenta um clima de hostilidade na vizinhança.
“O advogado dele nos EUA disse que logo ele seria solto. A gente estava esperando ele ligar dizendo que tinha sido solto e, de repente, soubemos que ele confessou. Alguma coisa fizeram com ele lá”, defendeu Eugênia Gonçalves do Carmo, de 73 anos, avó de Valdeir, cuja família organizava uma festa para o seu retorno ao Brasil.
Os familiares dos réus em Minas Gerais acusam as mulheres de Valdeir, Wanderlúcia Oliveira, e de José Carlos, Patrícia Oliveira Coutinho, de terem sido levadas aos EUA especialmente para prejudicar ambos.  Durante o julgamento, Ryan perguntou se Wanderlúcia pretendia permanecer nos EUA. Ela confirmou a possibilidade alegando que correria risco no Brasil, principalmente após testemunhar contra o próprio marido e, portanto, temia represálias da família de Valdeir.
Em seu testemunho, Patrícia disse que Valdeir contou-lhe que seu marido queria vingar-se de Vanderlei porque ele havia demitido José Carlos, seu chefe de equipe, e o contratado novamente por um salário mais baixo.
O terceiro réu, Elias Lourenço Batista foi deportado e atualmente reside com a família no interior de Minas Gerais.
Patrícia assumiu que também não deseja retornar ao Brasil. “Tenho medo de voltar ao Brasil devido às ameaças que recebi lá”, disse ela. “Tenho muito medo”.
A enteada de Vanderlei, Tatiane Costa Klein, de 28 anos, foi chamada ao Condado de Douglas, Nebraska, para dar seu consentimento no acordo de redução de pena em troca de uma confissão do réu. “Concordei, pois espero que a justiça seja feita”, disse ela.
Atualmente, o Nebraska, que baniu a cadeira elétrica e adotou a injeção letal no começo de 2008, possui 11 condenados no corredor da morte.
Em virtude dos depoimentos dados por Wanderlúcia e Patrícia nos EUA, incriminando os maridos, a relação entre as famílias em Ipaba é tensa. A irmã de José Carlos, Cleonice de Oliveira, de 34 anos, não se conforma com a acusação de que ele e Valdeir teriam assassinado e esquartejado os três membros da família Szczepanik.
"Ele é inocente, sei disso. O pecado dele foi dar vida boa para a esposa, que ficou fazendo festa na casa onde mora", desabafou Cleonice ao diário Hoje em Dia, em 28 de julho desse ano, um mês antes que Valdeir confessasse o crime.

12 de ago. de 2011

Ipabense suspeito de assassinar família nos EUA

Acusado de matar casal e o filho de 7 anos, Valdeir sentará no banco dos réus nesta segunda-feira 
DA REDAÇÃO/JVAOnline – O ipabense acusado de matar três pessoas da mesma família, em Omara, nos Estados Unidos, irá a julgamento popular por assassinato em primeiro grau nesta segunda-feira (15). Novos detalhes do caso foram anunciados pela polícia em abril. Até o momento, dos três suspeitos oriundos do Vale do Aço, ele é o único a ser julgado pelo crime.

Durante uma audiência no início de março, os detetives que investigam o caso disseram que o ipabense Valdeir Gonçalves Santos torturou o também brasileiro Vanderlei Szczepanik antes de esquartejar e jogar os restos mortais na ponte South Omaha Bridge. O corpo nunca foi encontrado. A esposa de Vanderlei, Jaqueline e seu filho de sete anos, Christopher, também desapareceram, mas a justiça ainda não sabe se eles foram mortos da mesma forma.

O crime teria acontecido no dia 17 de dezembro de 2009, na cidade de Omaha, Nebraska. Se considerado culpado, Valdeir pode ser condenado à morte por homicídio triplamente qualificado.

Em 2009, Valdeir ido aos Estados Unidos com a ajuda de outro brasileiro que já trabalhava para a família Szczepanik. Segundo a polícia, ele teria desenvolvido um ódio por Vanderlei e sua esposa.

Também de acordo com a polícia, do dia em que a família Szczepanik desapareceu até o momento do primeiro suspeito ser preso, foram retirados U$ 23 mil da conta bancária de Vanderlei. Os detetives acreditam que ele foi forçado a assinar cheques em branco antes de ser morto.

Os investigadores disseram acreditar que Jaqueline e Christopher Szczepanik também foram mortos, mas ainda não se sabe como teriam acontecido os assassinatos. A polícia chegou a usar um equipamento sonar no Rio Missouri na tentativa de achar evidências, mas nada foi encontrado.

Provas
As principais provas que levaram a justiça a pedir o julgamento foram as conversas com as esposas de Valdeir e de José Carlos Coutinho, também de Ipaba e inicialmente acusado do crime. Os dois brasileiros teriam confessado o crime para as esposas aqui no Brasil em uma série de ligações telefônicas. Também há imagens de câmeras fotográficas de circuito interno de segurança e outras evidências físicas, mostrando que Valdeir usou o cartão bancário de Vanderlei. O fato colaborou para que a polícia montasse a acusação contra Valdeir.

Os promotores tentariam levar as esposas dos acusados para os Estados Unidos a fim de deporem durante o julgamento, que acontece na próxima segunda-feira. Sem provas que o relacionasse diretamente com o caso, a Justiça dos EUA liberou o terceiro ipabense envolvido, Elias Lourenço Batista, que foi deportado por estar sem documentação legal no país. Elias desembarcou em São Paulo em 11 de abril e, no dia seguinte, chegou a Ipaba.
 
Esposas

Detalhes do assassinato do brasileiro Vanderlei Szczepanik foram revelados no início do último mês de março. Foram as próprias esposas de Valdeir e José Carlos quem contaram tudo por telefone à polícia.
De acordo com notícia publicada na imprensa americana, as mulheres contaram que os brasileiros torturaram a vítima, esquartejaram seu corpo e colocaram-no dentro de um saco com pedras. O corpo de Vanderlei foi então jogado em um rio.

As esposas dos acusados residem em Ipaba e são consideradas testemunhas decisivas no caso do desaparecimento da família Szczepanik. 
 
Fonte: Jornal Vale do Aço

12 de mar. de 2011

Esposas acusam réus de torturar e matar imigrante brasileiro nos Estados Unidos


As mulheres, ambas residentes em Ipaba (MG), disseram às autoridades norte-americanas que o motivo da suposta tortura e assassinato foi dinheiro
Uma testemunha alegou que operários brasileiros torturaram seu patrão, Vanderlei Szczepanik, esquartejaram seu corpo, colocaram em um saco com pedras e o jogaram do alto de uma ponte em um rio, em um subúrbio de Omaha, Nebraska. Quem disse? A esposa de um dos indivíduos acusados do crime, segundo o diário Omaha World-Herald.
Na realidade, as principais testemunhas no desaparecimento de Szczepanik e sua esposa, Jaqueline, e seu filho de 7 anos de idade, Christopher, são duas mulheres residentes no município de Ipaba, interior de Minas Gerais, localizada a milhares de milhas de Omaha.
Em 4 de março, o detetive Chris Spencer disse durante audiência na Corte que o Departamento de Imigração iniciou o processo de emissão de vistos para que as esposas de dois suspeitos venham aos EUA e testemunhem contra seus maridos: Valdeir Gonçalves dos Santos e José Carlos Oliveira Coutinho.
As autoridades não encontraram os corpos da família Szczepanik, mas o Juiz Thomas Otepka, do Condado de Douglas, determinou que Gonçalves seja julgado baseado em 3 acusações de assassinato em 1º grau. Neste estágio, frisou o Juiz, os promotores públicos terão que estabelecer somente uma causa provável, não provas acima de qualquer dúvida, que o crime foi cometido e que o réu foi quem o cometeu.
Até o momento, José Carlos e Elias Lourenço Batista, ainda não foram acusados de assassinato. Oliveira enfrenta a acusação de roubo e Lourenço aguarda a deportação.
As duas esposas dos réus disseram que o motivo da suposta tortura e assassinato foi dinheiro. Gonçalves balançou a cabeça diversas vezes quando as palavras de sua esposa foram ditas na sala de audiências da Corte do Condado de Douglas.
O advogado de Gonçalves, Kevin Ryan, disse que os promotores públicos não possuem sequer evidências necessárias para provar que houve um assassinato, muito menos que seu cliente tenha cometido algum. Ryan repetiu várias vezes aos promotores públicos que “as evidências eram fracas demais” e “extremamente vagas”.
Ele argumentou com Spencer como ele tinha certeza se estava falando com a esposa de Gonçalves. “É uma história macabra”, disse Ryan. “Mas é uma história contada pelo telefone por uma mulher invisível”.
Os promotores públicos Jim Masteller e John Alagaban defenderam as evidências. Em 17 de dezembro, às 8:00 pm, Vanderlei ligou para Jaqueline. Nesta mesma noite, às 11:58 pm, Oliveira foi filmado por uma câmera de segurança de um caixa eletrônico sacando US$ 300 da conta corrente de Vanderlei. Isso deu início à uma série de saques ao longo do mês.
Extratos bancários revelaram que Vanderlei nunca havia utilizado aquele cartão para sacar  dinheiro em caixas eletrônicos. No período de 2 dias, Gonçalves efetuou remessas no total de US$ 2 mil através da Western Union para sua esposa no Brasil. Em 2 semanas, ele enviou novamente mais US$ 2 mil. Spencer alegou que os suspeitos tiraram ainda mais dinheiro da conta corrente de Szczepanik.
Em 17 de dezembro, a conta tinha mais de US$ 20 mil de saldo e até 1 de fevereiro de 2010, quando os suspeitos foram questionados pelas autoridades, a conta tinha menos de US$ 1 mil. Spencer detalhou que os suspeitos preencheram cheques de Vanderlei nominais a eles mesmos. Oliveira recebeu US$ 7 mil e Gonçalves e Lourenço US$ 4.500 cada um. Os réus utilizaram cartões de crédito de Vanderlei para comprar US$ 1.600 em mercadorias variadas, incluindo chapéus, aquecedores e detergente.
A esposa de Gonçalves, cujo nome não foi divulgado, disse que, inicialmente, não queria falar com os detetives norte-americanos. Eventualmente, ela disse a Spencer via telefone que seu marido comentou dos três brasileiros torturando Vanderlei, forçando-o assinar cheques para eles, o matando e esquartejando seu corpo. Eles puseram o cadáver em um saco forrado com pedras, dirigiram até uma área repleta de máquinas e linhas de trem e, então, o jogaram no rio.
“Ele disse à ela que o esquartejou, o colocou em um saco com pedras para que não flutuasse”, disse Spencer. Ao ouvir a declaração, Gonçalves balançou a cabeça novamente.

30 de out. de 2010

Tatiane Costa Klein, filha do casal desaparecido em OMAHA, conta seu drama



OMAHA, Nebraska - A filha do casal Vanderlei e Jaqueline Szczepanike diz que só sai  de  Omaha depois  que  encontrar seus pais Vanderlei e Jaqueline Szczepanik - juntamente com o seu filho Christopher, 7 anos de idade,  desaparecido em meados de dezembro. Ninguém mais ouviu falar deles ou visto desde então.

 Tatiane Costa Klein disse acreditar que sua família ainda esteja viva. Ela disse que sonha todas as noites com a mãe dela chamando-a, dizendo que ela está perdida.
"É uma situação difícil, sem saber onde elees estã agora", disse ela, através de um tradutor Português.  "Eu ainda estou preocupada com o que pode acontecer, até mesmo comigo, porque nós não sabemos nada a respeito."

Costa Klein disse que está feliz com a notícia da detenção de três homens que são acusados de gastar mais de $ 4000 do dinheiro da família.

"Minha família deu-lhes casa e algum apoio - um emprego - e esta é a minha pergunta: Eu gostaria de enfrentá-los e perguntá-los: O que fizeram com minha família?"

Desses três homens, ela disse que realmente quer falar com José Oliveira Coutinho, mais conhecido como Carlos.

Ela disse que Carlos trabalhava para seu pai, Vanderlei, por cinco anos. "Ele era um indivíduo que estava morando com eles, partilhando a mesma casa. Brincava com meu irmão mais novo, então ele era uma espécie de ... uma parte da família", disse ela.  E sua passagem em Omaha é por tempo indefinido, até  que encontrem seus pais. "Saímos daqui somente quando eu souber o que aconteceu com a minha família", disse ela.  

"Eu quero saber o que aconteceu com minha mãe, com meu irmão, com meu padrasto."

(texto retirado do site: ProjestJason (traduzido do  Inglês para Português)

"Sabe o que me deixa mais triste? É saber que  uma família está  desaparecida e que os envolvidos  são gente nossa, daqui de Ipaba. - Que tragédia!"

Veja mais  sobre esse drama nos links abaixo:



24 de out. de 2010

Ipabenses permanecem presos nos EUA

 
IPABA – Passados dez meses desde o desaparecimento de uma família catarinense em Omaha, no estado de Nebraska, Estados Unidos, os ipabenses Elias Lourenço, 29, Valdeir Gonçalves Santos, 30, e José Carlos Oliveira, 35, permanecem presos naquele país como suspeitos de envolvimento no sumiço de uma família.
Em julho deste ano, a reportagem do DIÁRIO DO AÇO conversou com a família dos ipabenses. Na ocasião, os parentes não tinham nenhum contato com eles nos Estados Unidos. A reportagem voltou a procurar os familiares no município de Ipaba, que disseram manter contato com os acusados desde agosto. No entanto, eles informaram desconhecer detalhes sobre o andamento do processo. Sabem apenas que o consulado brasileiro em Boston contratou advogados para defender os suspeitos. Por enquanto, a informação é de que a polícia americana ainda não achou nenhuma prova que os incriminasse.
A dona de casa Maria Aparecida Gonçalves, 50, mãe de Valdeir, conta que passou a ter informações do filho desde julho, quando conseguiu contato com o consulado em Boston. Segundo ela, a ligação com o filho dura apenas 15 minutos. “E eu não falo quase nada daqui, porque quero saber notícias de lá. Mas a única coisa que ele me fala é que não existem provas contra eles sobre este desaparecimento”, conta.
Luzia Maria da Silva, 34, é esposa de Elias. Em Ipaba, ela cuida de três filhos do casal. Luzia acha injusto o marido estar preso até hoje, já que não há testemunhas e provas materiais que o incriminem. Ela afirmou manter contato periodicamente com o esposo e, por isso, acredita na sua inocência. “Meu marido saiu de Ipaba para trabalhar e não para matar ninguém e está sofrendo lá, comendo feijão e batatas cruas”, desabafa.
Segundo relata a mãe de Elias, Maria Lourenço Batista, 62, as ligações feitas pelos ipabenses dos Estados Unidos só são possíveis porque as famílias mandam dinheiro para que eles possam entrar em contato. “Meu filho sempre quer saber do meu estado de saúde e eu falo que está tudo bem, para acalmá-lo”, afirma.
Apesar da aflição vivida pelos familiares, eles ainda têm a esperança de que os presos sejam deportados pela Justiça local. Entretanto, não há previsão para isso acontecer. “Meu filho nunca deu um passo tão perdido como este, de ir para a América. Eu espero que ele volte ainda neste ano”, diz, esperançosa, a mãe de Valdeir.

Entenda o caso
O casal catarinense Vanderlei, 43, e Jaqueline, 44, mais o filho Christopher, 7, desapareceu misteriosamente no dia 17 de dezembro de 2009. Dois veículos da família foram localizados, mas não continham sinais dos brasileiros. Todos os pertences do casal foram encontrados no apartamento que ocupavam, localizado em Christian Community Center. Uma busca frustrada na residência da família foi feita por policiais.
Os três moradores de Ipaba trabalhavam para Vanderlei Szczepanik e são os principais suspeitos. Eles estão sob a custódia da polícia de imigração desde fevereiro, por se encontrarem em situação irregular no país. De acordo com a polícia, os cartões bancários dos Szczepanik começaram a ser utilizados no mesmo dia em que a família desapareceu. Câmeras de segurança mostram José, Elias e Valdeir sacando dinheiro e usando os cartões para comprar comida e roupas. Os três gastaram o total de US$ 4.347,89. O porta-voz da polícia de Omaha, Jacob Bettin, confirmou a existência de novas informações, mas disse que elas não podem ser reveladas. (Com informações do Jornal Comunidade News)
Jornal Diario do Aço

7 de out. de 2010

Família vive drama com detento tetraplégico

Homem estava na penitenciária de Ipaba, mas teve que ser transferido para Ribeirão das Neves. Esposa acredita que nenhuma unidade prisional da região teria estrutura para recebê-lo

Emmanuel FrancoRepórter 
Residentes do Bairro Caladão, em Coronel Fabriciano, a esposa e os filhos do aposentado Edmilson Moreira Martins, de 49 anos, buscam uma solução para um drama que tem tirado o sono da família. Tetraplégico e doente em fase terminal, ele foi preso há algumas semanas pela Polícia Militar. Na ocasião, Edmilson foi encaminhado para a penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba, mas, nesta segunda-feira (4), teve que ser transferido para Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.    

O jornal VALE DO AÇO esteve na manhã desta quarta-feira (6) com a esposa do detento, a comerciante Líbia Maria Rocha Maciel Dias, 52. Ela reiterou as complicações de saúde do marido, lembrando que nenhuma unidade prisional da região teria recursos e estrutura para recebê-lo. “Ele corre risco de morte. Muito mesmo. Tem problemas de hanseníase, câncer e muitas infecções. Quando estava em nossa casa, meu esposo dependia dos filhos para tomar banho, para evacuar e para se alimentar. Até para tomar uma água ele dependia dos filhos”, explicou.

De acordo com Líbia, Edmilson sofre de câncer na próstata. “Duas vezes ao dia ele tem que tomar banho e trocar curativos. Meu marido foi preso em função de um mandado de prisão. Desde então começamos a correr atrás de uma solução, com a ajuda do Dr. Adão (dos Anjos, chefe da penitenciária Dênio Moreira). O resultado foi positivo e ele ajudou a gente muito. Só que houve um imprevisto e transferiram Edmilson para Belo Horizonte por ele ter piorado, passado muito mal. Só que hospital nenhum consegue tomar conta dele, pois o que meu esposo precisa é do apoio da família. Ele está chorando muito, sofrendo muito por causa das netas. Edmilson tem uma netinha de três anos que é ‘doente’ com ele. Ela está chorando por causa do avô. Não tem como a gente levar a menina até ele”, comentou. “Meu marido tem os defeitos dele, porque ninguém é perfeito, mas tem uma virtude: é um ótimo pai, soube criar os filhos. Edmilson é apaixonado com os nossos filhos e netos. E o que mais ‘mata’ ele é a distância da família”, completou. 

“Escondemos da polícia” 
Conforme Líbia, o marido está acamado e não oferece risco a ninguém. No dia da prisão de Edmilson, a família fez o que pôde para tentar evitá-la. “Tiramos meu esposo de casa e o escondemos da polícia para que ele não fosse preso. Ele não tem condições de ficar recolhido em uma cadeia. Se ficar, ele vai morrer”, afirmou a comerciante, que preferiu não dar detalhes acerca dos crimes que o esposo cometeu, mas informou como ele ficou tetraplégico: “Ele andava normalmente, mas aí houve um problema com uma namorada. Edmilson se desentendeu com uma pessoa, tomou alguns tiros e ficou assim”.

Líbia ainda reclamou que o marido foi transferido da penitenciária Dênio Moreira de Carvalho sem que a família fosse informada. “Fiquei sabendo na manhã desta terça que ele havia sido mandado para Ribeirão das Neves. Ninguém me comunicou. Eu tinha direito de acompanhá-lo até Belo Horizonte, pois meu marido não é animal, ele é um ser humano e tem família. Estou passando por muitas dificuldades. Não tenho como todo sábado e domingo deslocar daqui pra ir vê-lo em BH. Ele nunca podia ter sido transferido sem a presença de um familiar”, disse. 

Desespero 
Desesperada com a situação de Edmilson, Líbia sugeriu às autoridades medidas improváveis de serem tomadas. “Não há risco de ele fugir. Que perigo que tem? Pode deixar ele aqui em casa com um policial na porta, que garanto que meu marido não vai sair. Quem vai tirar ele daqui? Ou então algemem a perna dele na cama, que eu cuido dele do mesmo jeito”, desabafou.
 A esposa do detento ratificou a indignação pelo o fato de a transferência de Edmilson para Ribeirão das Neves não ter sido comunicada à família. “Eu entendo pouco das leis, mas sei que meu marido tinha o direito de que uma pessoa da família o acompanhasse até Belo Horizonte. Nós não ficamos sabendo da transferência. Tomei conhecimento pelo telefone quando liguei para saber notícias dele. E se ele tivesse morrido na estrada? Ao Dr. Adão eu só tenho a agradecer. Ele fez o que pôde para ajudar meu esposo. Se tivesse nas mãos dele, Edmilson estaria aqui dentro da minha casa”, complementou. 

A comerciante afirmou ainda ter ficado sabendo que o quadro clínico do esposo piorou em Ribeirão das Neves. “Ele teve convulsões em razão de uma febre alta. Me falaram que ele estava debatendo em cima de uma cama, que também tinha o pênis todo inchado e sangrando”, informou a mulher, que ainda fez um apelo: “Peço que as autoridades que tenham misericórdia, pois tem gente bem pior do que ele solta no mundo. Meu marido não faz mal a ninguém mais, só a ele mesmo. A família necessita dele”.

9 de jul. de 2010

Famílias de ipabenses querem que a polícia brasileira investigue coiotes

IPABA – As famílias de ipabenses presos nos Estados Unidos estão desesperadas, sem saber informações sobre o paradeiro de parentes presos naquele país. Os ajudantes Elias Lourenço, 29, e Valdeir Gonçalves Santos, 30, são suspeitos no misterioso desaparecimento de uma família brasileira em dezembro do ano passado, em Omaha, no estado de Nebraska. Além dos dois, está detido, sob a mesma acusação, José Carlos Oliveira, 35, também natural de Ipaba.
A mãe de Valdeir, a dona de casa Maria Aparecida Gonçalves dos Santos, 50, disse que falou com o filho há mais de mês, mas ele não soube informar por que estava detido. “Ele falou assim: ‘mãe, eu estou preso aqui e não sei por quê. A tal família sumiu e suspeitaram de nós’. Então, meu filho não sabe por que está preso. Ele conseguiu fazer essa ligação por meio de um espanhol, que emprestou um cartão para ele. Depois disso, não tenho mais notícia”, relata.
Helena Lourenço Batista, 31, por sua vez, informou que sua família também está sem contato com Elias Lourenço há meses. “Ele não tem dinheiro para  ligar para casa. Quando conseguimos falar, há muito tempo, perguntei se ele tinha envolvimento no caso desta família. Ele falou que não e que também queria que a polícia esclarecesse os fatos”, revelou a irmã.

Suspeitas
Helena Lourenço estranhou o fato de os coiotes afirmarem com tanta certeza que a família brasileira estava morta. Ela revelou que, certo dia, conversou com um deles sobre o assunto, questionando a possibilidade de a família ter ido embora sem revelar o paradeiro. “Mas um deles falou assim: a mulher de José Carlos, que é coiote, falou que a família está morta. Aí, perguntei do porquê dessa certeza e ouvi a mesma resposta,” reiterou.

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Elias e Valdeir trabalhavam com a família brasileira desaparecida há seis meses
  José Carlos teria dito para a esposa que não tem nada a ver com o desaparecimento da família e acusa os outros de serem os culpados. “Eu pergunto para ela se o marido tem envolvimento. Ela fala que não, acrescentando que Elias e Valdeir são os culpados. Tem que investigar isso aqui no Brasil também. Esses coiotes têm certezas demais”, pontua Helena. “Estão investigando lá, mas tem que apurar aqui no Brasil também. A mulher que levou meu irmão tem que ser investigada, porque a família dele está passando por dificuldades”, mencionou o irmão de Elias, Carlos Lourenço Batista, 36.
Entenda o caso
Vanderlei, Jaqueline e o filho deles, Christopher Szczepanik, desapareceram misteriosamente no dia 17 de dezembro do ano passado. A polícia foi acionada somente no dia 8 de janeiro de 2010. O apartamento deles foi deixado como se planejassem voltar para casa. Dias depois, dois veículos da família foram localizados, porém sem pistas das vítimas.
Os três moradores de Ipaba trabalhavam para Vanderlei Szczepanik e são os principais suspeitos. Eles estão sob a custódia da polícia de imigração desde fevereiro, por se encontrarem em situação irregular no país. De acordo com a polícia, os cartões bancários dos Szczepanik começaram a ser utilizados no mesmo dia em que a família desapareceu. Câmeras de segurança mostram José, Elias e Valdeir sacando dinheiro e usando os cartões para comprar comida e roupas. Os três gastaram o total de US$ 4.347,89.

Audiência
A audiência com os três, considerada fundamental pela polícia de Omaha, foi adiada para o próximo dia 20. A sessão da Corte aconteceria no mês passado, mas foi cancelada por falta de intérprete. O ex-funcionário de Vanderlei Szczepanik Ricardo Gonzalez-Mendez também foi preso porque deu um nome falso para a polícia, quando interrogado. Esse crime prevê uma pena de um a 20 anos de prisão.
Fonte: Jornal Diário do Aço

Voz do Povo

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