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25 de jul. de 2010

Cemitério de Horror - Que Vergonha

 Moradores denunciam descaso com os mortos em Ipaba, no Vale do Aço. O cemitério da cidade está jogado às traças. Animais passeiam entre os túmulos e ossos brotam da terra por causa da erosão. O estado é de calamidade como mostra o repórter Tiago Borges.

13 de jul. de 2010

Três homens de Ipaba são suspeitos de sumiço de catarinenses

 Retrospectiva

Em 2005, um casal, junto com o filho de 7 anos, saiu de Santa Catarina para morar nos Estados Unidos. Eles foram convidados por uma igreja para desenvolver o trabalho de transformar uma velha escola em um centro de treinamento para missionários. A família morava em uma parte da escola. Quando a crise começou, a reforma foi suspensa pela igreja. Eles passaram então a investir na abertura de uma própria empresa de construção. Contratou funcionários fixos e temporários.

Nota Divulgada em 03/02/2010

Brasil acompanha investigações sobre catarinenses desaparecidos nos Estados Unidos

Filha da brasileira, que está em Santa Catarina, pede ajuda para custear passagem aérea

O governo brasileiro está acompanhando as investigações sobre a família de catarinenses desaparecida nos Estados Unidos. O Consulado Brasileiro mais próximo da cidade de Omaha fica em Chicago e, segundo informações da vice-consulesa Stela Brandão, as autoridades ligam quase que diariamente para a polícia local. Quando há novidades, o Consulado informa o Ministério das Relações Exteriores.

Na manhã desta terça-feira, Tatiane Klein, filha da brasileira desaparecida, pediu ajuda à secretária de Assistência Social de São José, na Grande Florianópolis, e à filha do presidente da República, Lurian Lula da Silva. A secretária informou que a pasta não possui recursos para custear as passagens de Tatiane, mas vai tentar ajudá-la de outra forma, intermediando um contato com o Itamaraty, em Brasília.

Tatiane pediu ajuda também aos membros da Igreja Assembleia de Deus Ministério de Belém, instituição da qual fazia parte o casal desaparecido. Até o momento, a brasileira não recebeu resposta.

Nesta terça-feira, o segundo tesoureiro da igreja falou à reportagem do Diário Catarinense, por telefone, que a Assembleia de Deus está avaliando as possibilidades para ajudá-la. O pastor Humberto Solano-Costa disse que foi a Omaha acompanhar as investigações e que a igreja está fazendo de tudo para colaborar com as autoridades.

Jaqueline, 44 anos, Vanderlei (padrasto de Tatiane), 43, e o filho Christofer Szczepanik, 7, não dão notícias desde 18 de dezembro. O casal mora nos EUA há 11 anos, trabalhando com a igreja Assembleia de Deus Ministério de Belém. No início, eles viviam em Miami e há quatros anos se mudaram para Omaha, no estado de Nebraska, para construir uma escola de missionários.

Mas, desde dezembro do ano passado, a família está desaparecida. E três moradores de Ipaba que trabalhavam para o casal são suspeitos desse sumiço. Eles estão presos desde fevereiro numa cadeia no estado de Nebrasca. As famílias de dois deles reclamam da dificuldade para conseguir informações.

Nota divulgada em 10-07-2010

No ano passado, o vigia de escola Elias e o vaqueiro Valdeir, ambos de 30 anos, receberam uma proposta: ir para os Estados Unidos trabalhar na construção civil. O embarque foi no dia 17 de abril.

Mas, há alguns meses, o que parecia o sonho de uma vida melhor virou pesadelo para as duas famílias. Elias e Valdeir foram presos no estado de Nebraska, Estados Unidos. E há cerca de dois meses não dão mais notícias.

De acordo com a polícia norte-americana, os dois mineiros são suspeitos pelo desaparecimento da família Szczepanik, de Santa Catarina. Os missionários Vanderlei e Jaqueline e o filho Christopher, que há 4 anos moravam no exterior, foram vistos pela última vez em dezembro. As investigações apontam que Elias e Valdeir trabalhavam para os catarinenses e foram vistos utilizando os cartões de crédito deles após o sumiço. No Brasil, os parentes acreditam na inocência.

As famílias acusam José Carlos Oliveira Coutinho, que também está preso pelo desaparecimento, de ter levado Elias e Valdeir de forma clandestina para os Estados Unidos. E ter envolvido os dois nesta situação. Segundo eles, José Carlos trabalha como atravessador. E estava no momento da compra com os cartões de crédito dos Szczepaniks. Nossa equipe foi até a casa de José Carlos, que também é de Ipaba. A mulher dele não apareceu.

Sem notícias, os parentes estão desesperados. A última notícia chegou pela internet. O julgamento dos três mineiros será no próximo dia 20.

9 de jul. de 2010

Famílias de ipabenses querem que a polícia brasileira investigue coiotes

IPABA – As famílias de ipabenses presos nos Estados Unidos estão desesperadas, sem saber informações sobre o paradeiro de parentes presos naquele país. Os ajudantes Elias Lourenço, 29, e Valdeir Gonçalves Santos, 30, são suspeitos no misterioso desaparecimento de uma família brasileira em dezembro do ano passado, em Omaha, no estado de Nebraska. Além dos dois, está detido, sob a mesma acusação, José Carlos Oliveira, 35, também natural de Ipaba.
A mãe de Valdeir, a dona de casa Maria Aparecida Gonçalves dos Santos, 50, disse que falou com o filho há mais de mês, mas ele não soube informar por que estava detido. “Ele falou assim: ‘mãe, eu estou preso aqui e não sei por quê. A tal família sumiu e suspeitaram de nós’. Então, meu filho não sabe por que está preso. Ele conseguiu fazer essa ligação por meio de um espanhol, que emprestou um cartão para ele. Depois disso, não tenho mais notícia”, relata.
Helena Lourenço Batista, 31, por sua vez, informou que sua família também está sem contato com Elias Lourenço há meses. “Ele não tem dinheiro para  ligar para casa. Quando conseguimos falar, há muito tempo, perguntei se ele tinha envolvimento no caso desta família. Ele falou que não e que também queria que a polícia esclarecesse os fatos”, revelou a irmã.

Suspeitas
Helena Lourenço estranhou o fato de os coiotes afirmarem com tanta certeza que a família brasileira estava morta. Ela revelou que, certo dia, conversou com um deles sobre o assunto, questionando a possibilidade de a família ter ido embora sem revelar o paradeiro. “Mas um deles falou assim: a mulher de José Carlos, que é coiote, falou que a família está morta. Aí, perguntei do porquê dessa certeza e ouvi a mesma resposta,” reiterou.

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Elias e Valdeir trabalhavam com a família brasileira desaparecida há seis meses
  José Carlos teria dito para a esposa que não tem nada a ver com o desaparecimento da família e acusa os outros de serem os culpados. “Eu pergunto para ela se o marido tem envolvimento. Ela fala que não, acrescentando que Elias e Valdeir são os culpados. Tem que investigar isso aqui no Brasil também. Esses coiotes têm certezas demais”, pontua Helena. “Estão investigando lá, mas tem que apurar aqui no Brasil também. A mulher que levou meu irmão tem que ser investigada, porque a família dele está passando por dificuldades”, mencionou o irmão de Elias, Carlos Lourenço Batista, 36.
Entenda o caso
Vanderlei, Jaqueline e o filho deles, Christopher Szczepanik, desapareceram misteriosamente no dia 17 de dezembro do ano passado. A polícia foi acionada somente no dia 8 de janeiro de 2010. O apartamento deles foi deixado como se planejassem voltar para casa. Dias depois, dois veículos da família foram localizados, porém sem pistas das vítimas.
Os três moradores de Ipaba trabalhavam para Vanderlei Szczepanik e são os principais suspeitos. Eles estão sob a custódia da polícia de imigração desde fevereiro, por se encontrarem em situação irregular no país. De acordo com a polícia, os cartões bancários dos Szczepanik começaram a ser utilizados no mesmo dia em que a família desapareceu. Câmeras de segurança mostram José, Elias e Valdeir sacando dinheiro e usando os cartões para comprar comida e roupas. Os três gastaram o total de US$ 4.347,89.

Audiência
A audiência com os três, considerada fundamental pela polícia de Omaha, foi adiada para o próximo dia 20. A sessão da Corte aconteceria no mês passado, mas foi cancelada por falta de intérprete. O ex-funcionário de Vanderlei Szczepanik Ricardo Gonzalez-Mendez também foi preso porque deu um nome falso para a polícia, quando interrogado. Esse crime prevê uma pena de um a 20 anos de prisão.
Fonte: Jornal Diário do Aço

Voz do Povo

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