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31 de dez de 2010

Motopatrulha rural é lançada em Ipaba


IPABA - O 4º Pelotão sediado em Ipaba lançou nos últimos dias a motopatrulha rural em sua área, com o emprego conjunto de três motocicletas.
O patrulhamento atende Ipaba, Iapu e Bugre, onde é empregado um militar e uma motocicleta dos municípios. O contato da Policia Militar junto ao cidadão que reside em locais distantes já culminou no recolhimento de duas armas de fogo.

¨O problema  agora é: Como o pessoal da zona rural se defenderão contra as feras selvagens¨!!!

29 de dez de 2010

COMÉRCIO PROTEGIDO EM IPABA


IPABA – O Pelotão da Polícia Militar de Ipaba lançou na manhã de ontem o programa Rede de Comércios Seguros. O projeto tem o objetivo de intensificar a relação entre os comerciantes da cidade e evitar que sejam surpreendidos por assaltantes e golpistas, além das pessoas que furtam nas lojas. Segundo a PM, no período do Natal não foi registrada nenhuma ocorrência de destaque na área comercial do município.

27 de dez de 2010

Insanidade pode livrar lavrador de enfrentar o júri


Assassino passará por perícia médica. Caso comprovado que tenha problemas mentais, ele deverá deixar o Ceresp de Ipatinga para ser tratado em um hospital psiquiátrico


No dia do homicídio, José Geraldo chegou a declarar à polícia que matou a mulher “porque o diabo pediu” IPABA – Atualmente recolhido no Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) de Ipatinga, o lavrador José Geraldo da Silva, de 42 anos, assassinou a própria esposa, Marli Moreira da Silva, 46, no dia 8 de agosto deste ano, em Ipaba. Indiciado pela Polícia Civil por homicídio qualificado, ele poderá escapar de júri popular. O advogado de José Geraldo, Reinaldo Cândido Dias, sustenta que ele é portador de insanidade mental e já requereu que uma perícia médica seja realizada. A solicitação foi atendida pelo juiz Antônio Augusto Calaes de Oliveira, da 2ª Vara Criminal de Ipatinga, e o processo acerca do assassinato de Marli está suspenso.



O advogado Reinaldo Cândido esclarece que o laudo da perícia médica a ser realizada no réu poderá concluir que ele é completamente incapaz de entender o ato delituoso do fato, ou seja, que não sabia o que estava fazendo quando matou a mulher. Caso isso aconteça, conforme prevê a Lei, o lavrador não poderá ir a julgamento. “Houve uma audiência em que José Geraldo conversou com o juiz Antônio Augusto Calaes. O magistrado percebeu que havia algo errado no comportamento dele e concordou em verificar a possível presença dessa insanidade mental”, explicou Reinaldo Cândido na tarde desta quinta-feira (16).



Se de fato ficar comprovado que José Geraldo é mentalmente insano, o juiz Antônio Augusto Calaes deverá determinar que ele saia do Ceresp e seja tratado em algum hospital psiquiátrico.



O assassinato

Na madrugada de um domingo, Marli Moreira foi estrangulada e violentamente golpeada com um tamborete quando estava deitada, lendo a Bíblia, em sua residência, na Avenida José Rodrigues de Almeida, no Centro de Ipaba. Autor confesso do crime, José Geraldo se entregou à Polícia Militar e foi levado à 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil (1ª DRPC) de Ipatinga. O homicídio deixou aterrorizados os moradores do município. O assassino chegou a declarar à polícia que matou a esposa “porque o diabo pediu”.



A PM chegou ao local do crime e encontrou Marli já sem vida, ensangüentada e caída no interior da residência. O lavrador disse aos policiais que foi obrigado a matá-la, uma vez que ela estava lhe ameaçando e também estava muito agressiva. Na ocasião, José Geraldo afirmou que primeiro estrangulou a esposa e depois deu três pancadas na cabeça dela com o tamborete. Havia ferimentos nos braços da vítima, indicando que ela ainda tentou se defender.



Declarações

Ainda no dia do homicídio, o lavrador, que já havia sido preso por crime ambiental, conversou com o jornal VALE DO AÇO e revelou que conhecia Marli há três anos, mas que eles passaram a se relacionar como marido e mulher e morar juntos havia cerca de oito meses. O assassino deu estranhas e macabras declarações acerca das circunstâncias que teriam motivado o crime. Segundo ele, assassinou Marli porque o diabo mandou. José Geraldo justificou que “o demônio queria o sangue de Marli”.



Também conforme o homicida, ele e a esposa ingeriram cachaça na tarde do dia anterior ao assassinato. No entanto, o lavrador garantiu que a embriaguez do casal não culminou no crime. Antes de matar a esposa, o lavrador a obrigou a engolir dentes de alho, conforme ele, para “purificar a alma dela”.



Após cometer o assassinato, o lavrador pulou uma das janelas da residência e foi para a rua. Segundo testemunhas, ele gritava: “Socorro, aconteceu um negócio. Marli está morta. Podem chamar a polícia pra mim”.

26 de dez de 2010

Educação dentro da penitenciária de Ipaba


Escola que funciona há 12 anos no presídio de Ipaba forma mais 23 sentenciados em Ensino Médio e Fundamental






IPABA – Vinte e três presidiários da Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho receberam, na tarde desta segunda-feira (20), os diplomas de formação na escola estadual que funciona dentro da prisão. Eles concluíram o 3º Período do Ensino Fundamental e 3º Período do Ensino Médio. Ambos os cursos são oferecidos por meio do EJA (programa Educação de Jovens e Adultos). A cerimônia de entrega dos certificados ocorreu no auditório da Penitenciária, em Ipaba, e contou com a presença de autoridades da região.


A escola, que funciona há 12 anos na penitenciária, é uma forma de ressocialização dos detentos. “Esse projeto é voltado para despertar o talento de cada um. A possibilidade de estudar dentro da cadeia faz com que a auto-estima deles melhore bastante”, falou a juíza Marli Maria Braga Andrade. “Muitos sentenciados chegam aqui sem nenhuma escolaridade, e os cursos são uma forma deles se desenvolverem aqui dentro”, acrescentou a magistrada, explicando que a cada 18 horas de estudo o preso recebe a remissão de um dia no total da pena a ser cumprida.


Além de ser uma forma de dar seguimento à escolarização dos detentos, as aulas ajudam no comportamento dentro da cadeia. “A escola ajuda muito no bom comportamento deles. O preso busca um meio de crescer junto à educação e também diminuir sua pena, o que melhora muito o ambiente”, completou Marli.


“O projeto só dá bons resultados. Já vi muitos ex-alunos que estão bem lá fora, até um que se tornou advogado. É muito gratificante fazer parte disso”, ressaltou a diretora Lila Martins, que há quatro anos comanda a escola.


Apoio da família


Dos 150 presos que cursam o ensino médio e fundamental atualmente, 23 receberam o diploma nesta segunda, entre eles José Araújo, 25, que cumpre pena por tráfico de drogas. “Esse é o primeiro passo para a ressocialização. Estava no segundo ano do ensino médio quando cheguei aqui, e agora eu penso em continuar meus estudos”, contou o formando, detido em fevereiro deste ano. “Na semana passada a gente fez o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e agora eu já penso cursar uma faculdade”, adiantou o detento.


Além de enxergar nos estudos uma forma de mudar de vida, José vê no filho o caminho para um futuro melhor. “Tenho uma companheira há dois anos e a gente não planejou ter um filho. Mas o Miguel foi o melhor acidente que aconteceu na minha vida”, falou o detento, referindo-se ao filho de seis meses. “Ele é meu grande incentivo. Antes de fazer qualquer coisa, eu penso nele. O Miguel não é só o motivo de eu sair daqui, mas principalmente o meu plano de vida”, concluiu.

Voz do Povo

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